Portugal cai para o 37º lugar no ranking global de competitividade digital

As melhorias ligeiras nos indicadores de conhecimento e tecnologia não impediram a queda de três posições da economia nacional no ranking de competitividade digital. Portugal está no 37º lugar.

Portugal voltou a cair no ranking global de competitividade digital do IMD World Competitiveness Center, que é liderado pelos Estados Unidos da América. Foi uma descida de três lugares face ao ano passado, fixando-se agora na 37º posição.

Apesar dos rasgados elogios da presidente da Comissão Europeia relativamente aos avanços digitais do país, Portugal mantém uma tendência decrescente no que toca à competitividade digital há cinco anos, com exceção de 2018, nota em comunicado a Porto Business School, parceira do IMD na elaboração deste ranking que avalia o desempenho no conhecimento, na tecnologia e a preparação para o futuro.

Durante a visita oficial a Portugal, Ursula Von der Leyen elogiou a “vanguarda” do país no digital, dando como exemplo a Web Summit, que transformou Lisboa na “capital espiritual do panorama tecnológico”, e da “internet rápida”. Certo é que, de acordo com este ranking, apesar de Portugal “ter conseguido melhorias ligeiras nas áreas do conhecimento e da tecnologia, a economia nacional caiu três posições face a 2019″, não conseguindo acompanhar o ritmo de competitividade digital de outros países.

O indicador do conhecimento é um dos “pontos fortes” que puxa competitividade digital nacional, onde Portugal “se posiciona perto da metade da tabela e à frente de apenas 8 países da União Europeia“, ainda que tenha caído duas posições face ao ano passado (ocupa a 33.º lugar). Ainda assim, a Porto Business School adverte que esta descida serve de “alerta para um crescimento a um ritmo mais lento do que noutros países, sobretudo devido à fraca prestação das empresas na formação de colaboradores (58º)”.

Já no que diz respeito à tecnologia, apesar de ter melhorado em todas as vertentes, Portugal manteve a 38.ª posição.

Em contraciclo, o indicador da preparação para o futuro é “calcanhar de Aquiles” da competitividade digital em Portugal. Neste âmbito, o país recuou sete posições, do 34º para o 41º lugar. Os “pontos fracos” que prejudicam a competitividade nacional nesse aspeto estão relacionados com a dificuldade em transpor o conhecimento para a realidade das empresas. “Portugal precisa de acelerar, de forma decidida, o seu investimento na geração e transposição
de conhecimento nas áreas digitais para as empresas“, sinaliza Rui Coutinho, diretor executivo de Inovação & Crescimento da Porto Business School, citado no comunicado.

Olhando para o ranking, os Estados Unidos continuam a encabeçar a lista, sendo o pódio completado por Singapura e pela Dinamarca (que avançou uma posição). Face ao ano passado, a lista não sofreu muitas alterações, com destaque apenas para Hong Kong que subiu três posições até ao 5º lugar na tabela, e para a Finlândia, que fecha agora o Top 10. Nota positiva ainda para a China, que tem revelado um “crescimento consecutivo” e que este ano entra no top20 (16.º lugar), depois do 22.º lugar em 2019 e 30.º em 2018.

O top 10 do ranking:

  1. Estados Unidos da América;
  2. Singapura;
  3. Dinamarca;
  4. Suécia;
  5. Hong-Kong;
  6. Suíça;
  7. Holanda;
  8. Coreia do Sul;
  9. Noruega;
  10. Finlândia.

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