Ping An Insurance domicilia no Luxemburgo o seu primeiro fundo “umbrella”

  • ECO Seguros
  • 5 Outubro 2020

A seguradora chinesa escolheu o Luxemburgo para domiciliar um fundo "umbrella" e, sob este chapéu, lançar quatro sub-fundos dedicados a investimento em ativos diversificados.

A Ping An of China Asset Management Co (PAAMC), plataforma off shore da Ping An Insurance (Group) Company of China, registada em Hong Kong – mas ainda não autorizada a operar na praça financeira do território sob administração especial chinesa -, elegeu a praça financeira do Grão-Ducado para lançar o seu primeiro fundo umbrella (Ucits – Undertakings for Collective Investment Transferable Securities), também considerado como um fundo de investimento coletivo.

O novo Ping An of China Asset Management Fund, juntamente com quatro sub-fundos (com carteiras dedicadas), constituídos sob o fundo umbrella, estão domiciliados no Luxemburgo, território sobejamente referenciado como importante paraíso fiscal na Europa. Acresce que a entidade que gere o fundo planeia solicitar aprovação da Securities and Futures Commission para transacionar também na bolsa de Hong Kong.

De acordo com comunicado da Ping An, a estratégia de investimento do fundo beneficia de mais de 20 anos de experiência da companhia chinesa no mercado bolsista (ações; renda fixa e mercado de futuros).

Os quatro sub-fundos constituídos a partir do UCITS correspondem a outros tantos ativos diversificados. O primeiro é um fundo cuja carteira é composta por ações “classe A” de cotadas chinesas (bolsas de Xangai, Shenzhen e Hong Kong), selecionadas por ferramentas avançadas de inteligência artificial por forma a assegurar as melhores rentabilidades, descreve a Ping An. Outro fundo é dedicado a obrigações verdes chinesas e de mercados emergentes. As obrigações verdes (ou green bonds), são valores mobiliários alinhados com padrões internacionais de sustentabilidade ambiental e social.

O terceiro da lista, com estratégia de investimento a longo prazo, aposta em elevadas rentabilidades, inicialmente em dívida privada (obrigações de empresas), mas depois acrescentará oportunidades de “elevado retorno” no mercado de obrigações de dívida pública ou soberana. O quarto e último sub-fundo investirá, pelo menos, 60% do ativo líquido em dívida emitida por entidades públicas ou empresas que tenham a sua principal atividade em mercados emergentes.

Citado no comunicado da companhia, Chi Kit Chai, Chief Investment Officer e responsável por Mercados de Capitais afirma: “tirando partido da vantagem geográfica de Hong Kong, a PAAMC permite-nos ligar a China [continental] ao resto do mundo. Estamos empenhados em apoiar os residentes na China a investirem globalmente e a ajudar os nossos clientes globais a investirem na China”.

Ultimamente, “temos registado um forte crescimento na procura de ativos chineses,” reforçou Chai.

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