Furto de automóveis cresce mais no Porto do que em Lisboa. PSP cria unidade especial

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  • 6 Outubro 2020

O valor comercial dos carros desviados por redes criminosas subiu de oito milhões para 8,7 milhões de euros. A média nacional de furtos avançou quase 10%, sendo de nove veículos/dia, segundo a PSP.

O número de carros furtados em Portugal está a aumentar e a área do Grande Porto está no topo da lista negra de veículos roubados, que são cada vez mais valiosos. Os números de furto e de recuperação de carros furtados em Portugal têm vindo a aumentar desde há dois anos, atingindo cerca de 270 veículos roubados por mês, referiu o ECO na ronda diária pela imprensa escrita.

De acordo com dados estatísticos da PSP citados pelo Jornal de Notícias, o número médio de furtos de automóveis passou de oito, um ano antes, para nove veículos por dia no primeiro trimestre deste ano em Portugal. “Verificamos um aumento do número de crimes de furto de veículo motorizado e roubo de viatura na ordem dos 9,4%, comparativamente com os dados do primeiro trimestre de 2019. O valor total atribuído aos furtos e roubos de viaturas denunciados no primeiro trimestre de 2020 aumentou cerca de 9,8 %, relativamente ao verificado em 2019″, explicou fonte da PSP citada pelo JN.

A mesma tendência foi registada de 2018 para 2019, passando de 6281 desvios de veículos para 6346. No mesmo período, o número de carros recuperados pela PSP subiu de 3338 veículos para 3542.

As áreas do Porto e de Lisboa são aquelas onde se regista maior número de furtos. Em 2018, foram roubados 1560 veículos no Grande Porto e 1275 na capital. No ano seguinte, registaram-se 1572 furtos no Norte e 1240 na área do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa – ou seja, mais 332 carros.

Nos primeiros três meses de 2020, só na região Grande Porto, foram furtados 541 carros, mais 21 do que no mesmo período do ano passado. Na região de Lisboa, o número caiu de 484, um ano antes, para 468 em janeiro, fevereiro e março de 2020.

Na maior parte dos casos, os veículos são levados por redes criminosas e depois desmantelados, para abastecerem o mercado de venda de peças usadas, ou são simplesmente falsificados, “passando a circular como se fossem veículos genuínos”, refere o JN.

Para travar este tipo de criminalidade, a PSP criou uma equipa especial (em outubro de 2019), denominada UNICA (Unidade Nacional de Investigação da Criminalidade Automóvel), que aposta na análise criminal e nas mais recentes técnicas forenses.

Além de concentrar informação dos roubos, esta equipa de polícia tem equipamento que permite perceber, de forma rápida, se um carro foi viciado. Outra aparelhagem faz a análise do local onde tudo aconteceu o que facilita as investigações e a identificação dos autores do crime.

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