Preço das casas subiu quase o dobro das rendas na última década

As rendas da habitação aumentaram 14,2% nos últimos dez anos, mas os preços de venda das casas subiram quase o dobro: 25%. Portugal ficou acima da média europeia.

Proprietários e inquilinos têm visto os preços do imobiliário subir de forma expressiva na última década. Os preços de venda das casas tiveram um período de recuos, mas acabaram por evoluir de forma bastante mais acentuada do que as rendas, mostra o Eurostat. Enquanto as rendas subiram cerca de 14%, os preços das casas quase duplicaram esta percentagem. Em Portugal, os aumentos foram ainda mais expressivos.

Entre 2010 e o segundo trimestre de 2011, os preços das casas e as rendas na União Europeia (UE) evoluíram de forma semelhante, contudo, a partir do terceiro trimestre de 2011, seguiram caminhos bastante diferentes: as rendas continuaram a aumentar até ao segundo trimestre deste ano, enquanto os preços de venda das habitações sofreram algumas flutuações, diz o gabinete de estatísticas da UE.

Depois de uma queda acentuada no segundo trimestre de 2011 e no primeiro trimestre de 2013, os preços das casas continuaram de certa forma estáveis entre 2013 e 2014. Deu-se um rápido aumento no início de 2015 e foi a partir daí que os preços das casas aumentaram de forma muito mais rápida do que as rendas.

Evolução dos preços das casas e das rendas desde 2010

Evolução dos preços das casas e das rendas desde 2010 | Fonte: Eurostat

Então, feitas as contas, entre 2010 e o segundo trimestre deste ano, as rendas aumentaram 14,2% e os preços da habitação 25%, ou seja, quase o dobro.

Mas houve vários Estados-membros a superar estas médias. Um deles foi Portugal, que viu os preços das casas subirem mais de 40% e as rendas aumentarem mais de 15%, de acordo com o Eurostat. Assim como Portugal, que viu os preços aumentarem mais de que as rendas, outros 15 Estados-membros registaram a mesma tendência.

Em termos de preços de venda, as maiores valorizações aconteceram na Estónia (100,5%), Luxemburgo (85,8%), Letónia (75,9%) e Áustria (75,9%). Pelo contrário, houve países onde este indicador diminuiu: Grécia (-31%), Itália (-13,2%), Espanha (-5,6%) e Chipre (-3%).

Relativamente às rendas, os maiores aumentos observaram-se na Estónia (138,5%), Lituânia (105,4%) e na Irlanda (62,3%), enquanto foram observadas descidas na Grécia (-25,2%) e no Chipre (-4,8%).

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