Estrangeiros compraram 8,5% das casas vendidas em 2019

  • ECO
  • 22 Setembro 2020

Não residentes foram responsáveis por 8,5% dos imóveis transacionados em Portugal, em 2019.

Os estrangeiros continuam a ter um peso elevado nas transações de imóveis em Portugal, mas foi menor em 2019. 8,5% dos imóveis transacionados em Portugal foram vendidos a não residentes, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Como compram casas bem mais caras do que os cidadãos nacionais, o peso destes no valor das transações foi de 13,3%.

“Depois dos acréscimos expressivos tanto em número como em valor nos anos anteriores (+14,5% e +19,2% em número e +22,2% e +22,6% em valor, respetivamente em 2018 e 2017), em 2019 o número de imóveis adquiridos por não residentes diminuiu 2,0%, tendo aumentado apenas 1,0% em valor”, nota, no entanto, o INE.

A representatividade dos estrangeiros nas transações é inferior à que estes compradores têm no valor das operações registadas já que, tendencialmente, procuram imóveis de valores mais elevados. “Em 2019, o valor médio dos prédios vendidos a não residentes situou-se em 176.429 euros (+3,1% face a 2018). Este valor é 57% superior ao valor médio das transações totais, uma diferença semelhante à que se verificou em 2018″, diz o INE.

“Tal como no ano anterior, foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal (18,1% do valor total dos imóveis adquiridos por não residentes), seguidos pelos residentes no Reino Unido (17,3%). Entre os principais países de residência dos compradores não residentes, é de salientar a China, cujo valor médio dos imóveis adquiridos por residentes neste país (373.071 euros) foi mais do dobro do valor médio total dos imóveis vendidos a residentes no estrangeiro.

De acordo com o INE, a preferência destes compradores estrangeiros deixou de recair sobre a Área Metropolitana de Lisboa. “O Algarve ultrapassou a Área Metropolitana de Lisboa, tendo representado 37,7% do valor das aquisições por não residentes (35,8% na AML), em resultado das variações respetivas de +6,1% e -8,5%, face a 2018”, remata o INE.

(Notícia atualizada às 11h18 com mais informação)

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