Encomendas demoram 3,5 dias a chegar e custam 4,2 euros em média

  • Lusa
  • 22 Setembro 2020

As empresas com lojas online demoram, em média, 3,5 dias a entregar aos clientes os produtos comprados via internet, e as entregas custam cerca de 4,2 euros, aponta um estudo da Deloitte.

As empresas demoram em média 3,5 dias a entregar aos clientes produtos comprados online e cobram 4,2 euros por cada pedido de entrega, revela um estudo da consultora Deloitte sobre desempenho do comércio eletrónico em Portugal.

A rapidez de entrega é um dos fatores mais importantes e diferenciador para o consumidor no momento da entrega, situando-se, atualmente, e em média, em 3,5 dias”, indica o estudo Experiência de compra online e de operações “last mile”, feito pela Deloitte em colaboração com a Associação Portuguesa de Logística (APLOG), onde foram analisadas 162 empresas de grande consumo com loja online em Portugal.

Setor “casa e decoração” com pior desempenho

O setor alimentar e bebidas é o que apresenta melhor desempenho quanto ao tempo da entrega, com três em cada quatro empresas a conseguirem entregar os produtos adquiridos online em até dois dias. O setor casa e decoração é o que apresenta o tempo de entrega mais elevado (5,5 dias). Verifica-se ainda que apenas uma em cada quatro empresas consegue entregar os produtos adquiridos online pelos consumidores em menos de dois dias.

O estudo indica ainda que os clientes pagam, em média, 4,2 euros por cada pedido de entrega, com o setor da eletrónica e telecomunicações a registar o custo inferior (1,9 euros) e onde apenas 7% das empresas apresenta um valor superior a 4 euros.

“Apesar de a entrega gratuita ser um dos atributos mais valorizados e tidos em conta pelos consumidores, a oferta deste serviço é uma prática pouco frequente entre os operadores em Portugal, sendo o setor da eletrónica e telecomunicações o que apresenta maior proporção de empresas com esta prática (43%)”, pode ler-se no documento. No sentido oposto, no setor da beleza e higiene a entrega gratuita é praticamente inexistente.

Embora uma taxa reduzida de entrega incentive a compra, “para os setores com margens mais baixas existe uma pressão para a imputação destes custos ao consumidor”, sublinham os autores do estudo.

De acordo com a análise, mais de metade (54%) dos carrinhos de compras virtuais abandonados têm como causa o custo da entrega, sendo a primeira variável que mais influencia a decisão de compra, seguindo-se os longos procedimentos de ‘check-out’ e dificuldade de navegação. Por sua vez, os principais fatores que contribuem para o custo da entrega são as dimensões do produto, o valor total da compra e o prazo de entrega.

Quanto ao processo de integração dos canais digitais e físicos, apenas 51% das empresas analisadas disponibilizam online todo o stock disponível nas suas lojas, “uma opção cada vez mais importante tendo em conta a tendência dos consumidores para consultar a disponibilidade dos produtos online antes de se deslocar às lojas físicas”, realça o documento.

Nas devoluções, “esta integração tem também ainda um caminho a percorrer” já que apenas 52% das empresas permitem a devolução dos produtos através de qualquer um dos canais disponibilizados, independentemente do canal utilizado no processo de compra.

Cartão de crédito lidera pagamentos

Sobre as opções de pagamento, o cartão de crédito é o mais utilizado nos diversos setores, segundo 92% das empresas analisadas. Apenas 35% das empresas de grande consumo com loja online a atuar em Portugal disponibilizam o MB Way e 73% têm opção de pagamento por PayPal.

O estudo mostra ainda que 95% dos websites analisados revelam-se responsivos, apresentando a capacidade de projeção em qualquer tipo de resolução de ecrã.

Em relação à interatividade com o consumidor, 41% das empresas disponibilizam aos clientes a possibilidade de comentar ou avaliar os produtos nos seus websites, conclui ainda o estudo.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Encomendas demoram 3,5 dias a chegar e custam 4,2 euros em média

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião