Nas notícias lá fora: Apoios às PME, Apple e dividendos

Jerome Powell tende a acreditar que as pequenas e médias empresas (PME) dos EUA vão precisar de "apoios orçamentais diretos". A Apple funcionou melhor em teletrabalho do que antecipava Tim Cook.

A pandemia continua a dominar a atualidade mundial. Pela negativa, o presidente da Fed vai traçar um cenário negro perante a Câmara dos Representantes, avisando que poderão ser necessários “apoios orçamentais diretos” às pequenas e médias empresas. Pela positiva, o líder da Apple considera que o regime de teletrabalho na empresa funcionou melhor do que o esperado e que, eventualmente, algumas das mudanças serão permanentes. Nos negócios, o badalado acordo de venda do TikTok ainda não se concretizou, mas pode já estar a pender por um fio.

Financial Times

PME dos EUA podem precisar de “apoio orçamental direto”

O presidente da Fed prepara-se para avisar o Congresso dos EUA de que as pequenas e médias empresas (PME) norte-americanas, fortemente penalizadas pela crise do novo coronavírus, poderão vir a precisar de “apoio orçamental direto”, ao invés de empréstimos do banco central. A declaração faz parte do discurso escrito de Jerome Powell, no dia em que será ouvido no comité dos serviços financeiros. Por outras palavras, Powell deverá alertar os responsáveis políticos para a eventualidade de terem de injetar dinheiro nas empresas ao invés de estímulos indiretos à economia por via orçamental, a par da política monetária que já tem sido seguida pelo organismo que lidera. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês).

Bloomberg

Surpreendido com o teletrabalho, Tim Cook vê mudanças permanentes

O presidente executivo da Apple disse estar impressionado com a capacidade dos seus funcionários de estarem a trabalhar a partir de casa, prevendo que alguns novos hábitos de trabalho permaneçam pós-pandemia. A Apple criou alguns produtos que estão a ser lançados este ano, como os novos Apple Watch e iPads mesmo estando num regime de trabalho remoto, apesar de ainda não haver sinais de um novo iPhone. A Apple não voltará a ser como era “porque descobrimos que há algumas coisas que realmente funcionam virtualmente”, admitiu o gestor. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso pago/conteúdo em inglês).

Bloomberg

Dúvidas persistem na venda do TikTok à Oracle

O fim de semana foi repleto de notícias sobre a venda do TikTok nos EUA à Oracle/Walmart, e tudo apontava para que a operação estivesse prestes a ser fechada. Mas é cada vez mais evidente que dúvidas persistem sobre os contornos da venda. Não é certo que Donald Trump a vá assinar por baixo, até porque a ByteDance continuará a ter grande influência sobre a rede social e continuam os alertas de que os dados de 100 milhões de utilizadores nos EUA continuarão à mercê do regime chinês. Em simultâneo, também a China demonstrou relutância com o acordo alcançado, mesmo tendo em conta que a ByteDance deverá continuar como principal acionista da plataforma. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso pago/conteúdo em inglês).

Reuters

Companhias aéreas apostam nas reservas de última hora e voos domésticos

O setor da aviação foi um dos mais afetados pela pandemia, não só pelo confinamento generalizado mas também pela suspensão da maioria das viagens de negócios. Para tentar superar a crise, muitas companhias aéreas voltam-se para as reservas de última hora e as viagens domésticas, revela um relatório da Skyscanner. A tendência poderá ser uma vantagem para as companhias low-cost, que oferecem preços mais competitivos, indica ainda o documento. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre/conteúdo em inglês).

El Economista

Santander quer pagar dividendos em 2021 se o BCE permitir

O Santander pretende voltar a remunerar os acionistas no próximo ano, caso o supervisor europeu o aceite. Numa informação regulatória, o banco liderado por Ana Botín revelou que o objetivo é distribuir 10 cêntimos por ação. Devido ao impacto severo da pandemia, o Banco Central Europeu aconselhou as instituições financeiras a congelarem a distribuição de dividendos pelo menos até ao final do ano, de forma a aumentarem a sua liquidez. Leia a notícia completa no El Economista (acesso livre/conteúdo em espanhol).

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