Estes são os 9 conselhos do supervisor ao comprar seguros online

  • ECO Seguros
  • 11 Outubro 2020

O organismo de supervisão de seguros associa-se à campanha europeia de cibersegurança e reforça recomendações sobre cuidados a ter na aquisição de seguros através de canais digitais.

Com o mote “Pense antes de clicar”, a oitava edição do Mês Europeu da Cibersegurança decorre ao longo de outubro e é promovido pela Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA – European Union Agency for Cibersecurity), com objetivo de promover a sensibilização para a segurança no espaço cibernético, refere uma nota da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) dirigida aos consumidores.

A campanha europeia foca-se na temática da segurança em torno da “crescente digitalização da vida quotidiana, potenciada pela atual pandemia Covid-19, procurando sensibilizar para a identificação de ciberameaças“, nomeadamente as relacionadas com o acesso indevido ao correio eletrónico de empresas e as fraudes em compras online.

A inovação tecnológica tem conduzido a alterações signi­ficativas no setor segurador e dos fundos de pensões, que se refletem no surgimento de novos serviços e produtos, mas também no crescente recurso aos canais digitais para aquisição de produtos ­seguradores e financeiros. “A par das vantagens, há cuidados especí­ficos que devem ser observados pelos consumidores na aquisição de produtos de seguros através de canais digitais”, considera o supervisor.

Neste sentido, a ASF acaba de reforçar as recomendações que publicou no seu portal do consumidor, alertando para a defesa aos tipos de fraude, ou enganos dos consumidores mais comuns ao comprar seguros através de canais digitais.

  • Não adquira produtos por impulso. Pondere se precisa realmente do produto e verifique se não tem já outros seguros com coberturas semelhantes (por exemplo associados a cartões de crédito ou pacotes de viagens). Para além disso, certifique-se de que consulta e compreende toda a informação contratual.
  • Verifique a idoneidade do operador. Em caso de dúvida utilize a ferramenta de pesquisa de entidades autorizadas, desenvolvida pela ASF e disponível aqui. Também os operadores digitais são supervisonados pela ASF que avalia a sua credibilidade e segurança.
  • Questione-se acerca do risco que quer transferir. Este é um passo fundamental para que exista coincidência entre as coberturas contratadas, as exclusões existentes e as suas reais necessidades.
  • Declare o risco a segurar com todo o rigor. O facto de o produto ser adquirido através de canais digitais não deve fazê-lo ter menos atenção à necessidade de uma correta e completa declaração do risco, mesmo que o processo demore mais tempo.
  • Website de comparação de preços. Se recorrer a um website de comparação de preços, verifique com atenção os produtos que lhe são apresentados, nomeadamente os termos e condições do contrato, as limitações de cobertura e as exclusões. Nem sempre um preço mais baixo significa que está a selecionar o produto mais indicado para si.
  • Proteja os seus dados pessoais. O crescente recurso à tecnologia leva a que se utilizem cada vez mais dados pessoais dos consumidores, muitos dos quais de natureza sensível. Tenha, por isso, atenção aos dados que lhe são solicitados e ao tratamento que lhes será dado, bem como ao consentimento que lhe é solicitado para esse efeito.
  • Aceda à internet de forma segura. Utilize ligações seguras. Defina passwords fortes e não as ceda a terceiros. Certifique-se da autenticidade do website da entidade à qual pretende recorrer. Não abra mensagens de remetentes que lhe gerem desconfiança. Não descarregue anexos ou clique em hiperligações de origem duvidosa.
  • Faça pagamentos de forma segura. Prefira a utilização de referências multibanco e de cartões virtuais e guarde comprovativos de todas as operações efetuadas.
  • Selecione adequadamente as fontes de informação. Na procura de informação sobre produtos de seguros dê preferência a fontes de informação independentes e imparciais.

A inovação tecnológica tem conduzido a alterações signi­ficativas no setor segurador e dos fundos de pensões, que se refletem no surgimento de novos serviços e produtos, mas também no crescente recurso aos canais digitais para aquisição de produtos ­financeiros. “A par das vantagens, há cuidados especí­ficos que devem ser observados pelos consumidores na aquisição de produtos de seguros através de canais digitais”, considera o supervisor.

Alinhado com os objetivos da agência europeia (ENISA), o Mês Europeu da Cibersegurança é dinamizado, em Portugal, pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), que atua como coordenador operacional e autoridade nacional especialista em matéria de cibersegurança junto das entidades do Estado e operadores de infraestruturas críticas nacionais.

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