Um Kuga atraente, um híbrido competente

Às variantes a gasolina, diesel, mild hybrid, a Ford juntou o híbrido plug-in (PHEV) que combina um motor a gasolina de 2,5 litros com um elétrico. Raramente se ouve. E gasta muito pouco.

Com todas as fabricantes a apostarem na eletrificação dos seus modelos, a Ford não quis ficar para trás. Não é o único modelo, mas o Kuga apresenta-se como o ex-libris da marca norte-americana no mercado europeu. Se já fazia uso do seu estatuto de SUV, segmento altamente cobiçado entre os consumidores do Velho Continente, agora com um desenho completamente novo, mas principalmente um sistema híbrido, a proposta torna-se ainda mais aliciante. E não só pelo preço.

O Kuga ganhou todo um novo look com esta nova geração. Está menos jipe, mas mais próximo daquilo que os clientes da Ford (e de outras marcas) procuram. Querem um SUV, querem aquela posição de condução mais elevada, mas sem nunca esquecer o look arrojado. A “receita” foi seguida a preceito, resultando num modelo imponente, mas dinâmico. E mais arredondado, seguindo o exemplo do “irmão mais novo”, o Puma. Percebe-se bem isso pela “cara” de ambos, com aqueles faróis ovalizados.

Do capot comprido que culmina numa grelha de grandes dimensões, aos pára-lamas abaulados para abraçarem as grandes jantes do ST Line, mas também ao desenho esculpido das portas, tudo se conjuga para que este seja um modelo a ter em conta num mercado recheado de ofertas. Tem o estilo, mas também o espaço e o conforto a bordo. Graças à nova plataforma global da marca, todos viajam mais à larga, especialmente quem vai atrás, que conta com um banco deslizante que oferece 15 cm extra para as pernas — mas também pode dar esses mesmos 15 cm para as malas na bagageira.

Tudo digital. E muito elétrico

Ao volante deste Kuga sente-se a altura ao solo, parecendo que estamos a conduzir um automóvel muito maior do que realmente é. É aquela sensação de “rei da estrada” mas sem o ronco de quando se conduz um desportivo. Aqui não há quase barulho. Percebe-se que está ligado porque quando se carrega no Start há todo um painel de instrumentos digital que ganha vida. Um ecrã de 12,3 polegadas a que se junta outro, a levitar no centro do tablier, com 8 polegadas onde se encontra todo o infoentretenimento (tem Andoid Auto e Apple Car Play).

Tudo acontece de forma suave, não fosse este um dos híbridos com que a Ford dotou o Kuga. Às variantes a gasolina, diesel, mild hybrid, juntou o híbrido plug-in (PHEV) que combina um motor a gasolina de 2,5 litros com um motor elétrico alimentado por uma bateria de iões de lítio de 14,4 kWh. Há 225 cv debaixo do pedal direito, mas facilmente rolamos sem o chegar a ligar. Em cidade, para pequenos trajetos, é uma opção bastante interessante mas a autonomia 100% elétrica fica-se pelos 56 km.

É possível escolher como se quer usar o Kuga, bastando para tal alternar entre os modos de propulsão com um botão colocado junto à manete da caixa de velocidades automática de oito velocidades. Quando a bateria tem pouca carga, ou quando se precisa de mais potência, é só acordar o 2.5 debaixo do capot, mas mesmo assim amo trabalhar é pouco percetível no interior graças ao bom isolamento feito pela marca. Nem há vibrações, muito menos barulhos parasita que não se conseguem expressar tendo em conta a qualidade dos materiais utilizados a bordo.

Hino aos consumos baixos

O PHEV do Kuga está bem desenhado, proporcionando uma agradável condução. Suave quanto baste, embora possante quando assim solicitado. Mesmo sem grandes cuidados na utilização, e apesar das dimensões avantajadas, impressiona o resultado que salta à vista no painel de instrumentos. Consumos de combustível podem bem aparecer a zeros, mas naturalmente que com a alternância entre elétrico e a gasolina acaba por se gastar sempre algumas gotas douradas.

A Ford aponta para consumos médios combinados de apenas 1,4 l/100 km, sendo esse valor pouco superior no ensaio realizado. É sinónimo de poupanças avultadas, mas também menos viagens aos postos de combustível, num modelo que conta ainda com outro argumento de peso para quem procura apanhar a onda dos híbridos. A gama mild hybrid está disponível por valores a partir dos 37 mil euros, mas mesmo este plug-in numa versão bastante equipada, a ST Line X, está disponível por cerca de 44.000 euros.

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