Covid-19 obriga Galp a interromper de novo produção na refinaria de Matosinhos

Com o encerramento temporário da refinação em Matosinhos, para já apenas Sines se mantém operacional, mas Galp garante o abastecimento normal de combustíveis ao mercado nacional.

A Galp decidiu voltar a suspender temporariamente no passado sábado, 10 de outubro, a produção de combustíveis na sua refinaria de Matosinhos, confirmou fonte oficial da petrolífera ao ECO, depois da notícia avançada pelo Jornal de Negócios e pelo Público.

Esta é já a segunda vez este ano que a empresa decide encerrar parte da sua atividade de refinação. Entre abril e julho a unidade de combustíveis da refinaria de Matosinhos também esteve suspensa pela Galp face à impossibilidade de escoar a produção devido à pandemia. Esta semana a Galp comunicou à CMVM que as suas vendas de produtos petrolíferos da Galp 30% no terceiro trimestre do ano em relação ao período homólogo.

Voltam assim a estar em causa “condições no mercado nacional e internacional, em grande parte decorrentes dos impactos provocados pela pandemia de COVID-19, que forçaram a Galp a avançar com um ajustamento operacional planeado do seu sistema refinador”.

Para já, apenas a refinaria de Sines está operacional mas a Galp garante que “o abastecimento do mercado nacional manter-se-á assegurado, com um nível adequado de produtos para satisfazer as necessidades dos portugueses, das empresas e das unidades industriais, suportado pelos stocks existentes em Matosinhos e pela produção que se mantém na Refinaria de Sines”.

Fonte oficial da empresa garante que a suspensão temporária não terá qualquer impacto nos colaboradores da Galp afetos a essa atividade. “As demais atividades de produção de Óleos Base e de Aromáticos da Refinaria de Matosinhos continuarão com o seu funcionamento normal”, refere a mesma fonte, acrescentando que “a Galp monitoriza diariamente as condições de mercado e adequa os planos operacionais em função da sua evolução, garantindo a sustentabilidade das suas atividades e o abastecimento dos seus clientes”.

Também a refinaria da Galp em Sines esteve encerrada durante um mês, entre maio e junho deste ano, já que as medidas de confinamento e de paralisação da maioria das atividades económicas levaram a partir de março a uma queda da procura de produtos petrolíferos (e sobretudo de jet-fuel, utilizado na aviação), o que obrigou a diminuir a oferta, devido à capacidade limitada de armazenagem destes produtos.

(Notícia atualizada)

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