Alexandre Fonseca e o 5G: “Um processo mal gerido, com arrogância e prepotência”

  • ECO
  • 15 Outubro 2020

Um estudo da Roland Berger põe em causa o processo de 5G em Portugal. Alexandre Fonseca, CEO da Altice, afirma que é mais uma voz a criticar a Anacom e pede "bom senso" para mudar as regras.

Alexandre Fonseca aproveitou as conclusões de um relatório da consultora Roland Berger sobre o processo do 5G em Portugal para voltar a criticar o regulador do setor e a pedir que “impere o bom senso” para que as condições do leilão que vão ser reveladas este mês sejam alteradas face à proposta inicialmente feita.

Num comentário na página do Facebook, o presidente executivo da Altice Portugal afirma que “Mais uma voz se junta ao coro de críticas ao trabalho do Regulador Sectorial das Comunicações…depois de todos os Operadores, dos fabricantes de tecnologia, de Associações do Sector e do Governo, agora uma voz independente, internacional e reputada”.

Um estudo Independente da consultora internacional Roland Berger expõe de forma clara os graves problemas do processo do 5G em Portugal, liderado pela ANACOM. Um modelo de atribuição de espectro errado, um Leilão mal desenhado e desalinhado com a estratégia do Governo, apoios ilegítimos a novos entrantes no mercado português altamente concorrencial, falta de viabilidade para o retorno do avultado investimento, obrigações de cobertura irrealistas, falta de conhecimento técnico e operacional e uma imensa confusão de conceitos…estes são apenas alguns dos problemas de um processo mal gerido, com arrogância e prepotência“, afirma Alexandre Fonseca.

Ainda não há uma posição oficial da Altice sobre o concurso do 5G, mas o texto do presidente da Altice sucede à toma da posição da Vodafone e da NOS, que admitem mesmo não participar no leilão. A NOS considera que as regras do leilão de 5G são ilegais e acusa a Anacom de estar a comprometer o investimento no setor. Em declarações ao ECO, fonte oficial da empresa liderada por Miguel Almeida critica o modelo, tal como tinha feito a concorrente Vodafone, que diz mesmo que não irá participar no leilão caso as regras não sejam alteradas.

A Anacom ainda não aprovou o regulamento do leilão de frequências para o 5G. Mas espera fazê-lo nos próximos dias e arrancar com o processo do leilão ainda neste mês de outubro. “Tudo a correr normalmente. Estamos a ultimar os trabalhos, e contamos aprovar o regulamento e dar início ao processo do leilão este mês”, disse ao ECO fonte oficial do regulador.

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