Madrid proíbe ajuntamentos em espaços públicos e privados entre as 00h00 e as 06h00

A partir de sábado, Madrid proíbe ajuntamentos, em espaços públicos e privados, entre pessoas que não coabitem, entre as 00h00 e as 06h00. Bares e restaurantes vão ter de encerrar à meia-noite.

Depois de Espanha ter atingido um novo máximo de novos casos de infeção por Covid-19, o primeiro-ministro espanhol admitiu esta sexta-feira que “a situação é grave”, mas reiterou que é necessário adotar medidas “causando o menor dano possível à economia”. A partir deste sábado termina o estado de alarme em Madrid e entram em vigor novas medidas na região, nomeadamente a proibição de ajuntamentos em espaços públicos e privados entre as 0h00 e as 06h00.

“A situação é grave. Devemos reduzir a mobilidade e os contactos. Não há outra solução“, alertou o primeiro-ministro espanhol citado pelo El País (acesso livre, conteúdo em espanhol), acrescentando que situação não é tão grave como em março, mas que é necessário “intensificar” as medidas de contenção.

Nesse contexto, o primeiro-ministro afirmou que devem ser tomadas medidas “causando o menor dano possível à economia e a menor restrição possível das liberdades”. Ao mesmo tempo, Pedro Sánchez explicou que o Executivo quer evitar ao máximo um novo confinamento e que continuará a procurar encontrar um equilíbrio entre a saúde pública e a garantia dos direitos e liberdades dos espanhóis.

Dado o aumento de casos nos últimos dias, a comunidade de Madrid decretou a sua versão de recolher obrigatório. A partir deste sábado, dia em que termina o estado de alarme, Madrid proíbe ajuntamentos, em espaços públicos e privados, entre pessoas que não vivam juntas entre as 00h00 e as 06h00. Além disso, há ainda restrições para os bares e restaurantes, que vão ter de encerrar à meia-noite e não poderão receber clientes a partir das 23 horas. A capacidade nestes espaços será limitada a 50% no interior e 75% nas esplanadas. Apesar do fecho dos estabelecimentos ser à meia-noite, o metro continuará a funcionar até à 01h30.

Também esta sexta-feira, o primeiro-ministro espanhol adiantou ainda que caberá às regiões autónomas declarar do estado de alarme. “Quando um território alcançar o alerta extremo poderá adotar-se o estado de alarme (…) A decisão será adotada pelas comunidades autónomas”, sinalizou.

Além disso, a partir de segunda-feira entrarão em vigor restrições específicas adicionais em 32 zonas de nove distritos da capital, bem como de outros 11 municípios da região mais afetados pelo novo coronavírus, revela o El Mundo (acesso livre, conteúdo em espanhol). Assim, ninguém poderá sair ou entrar nestas zonas nos próximos 14 dias, salvo por razões justificadas, como ir trabalhar, estudar ou ao médico.

Esta quinta-feira, o país “vizinho” registou 20.986 novas infeções, atingindo um novo máximo de casos diários. O Ministério da Saúde espanhol deu também conta de 155 óbitos causados pela doença. “Duplicámos o número de novos casos num só dia, em relação ao pior número” desde o início da pandemia, revelou esta sexta-feira o primeiro-ministro espanhol, assegurando ainda que o número total de casos “real” deverá ser superior a 3 milhões, um número bem acima do balanço das autoridades de saúde espanholas. Segundo os números oficiais, Espanha contabiliza já 1.026.281 infeções por Covid-19, sendo que mais de 34 mil pessoas morreram vítimas da doença.

(Notícia atualizada pela última vez às 13h36)

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