Lucro da Everest Re cresce 133% no terceiro trimestre

  • ECO Seguros
  • 8 Novembro 2020

Apesar de quebra superior a 43% no lucro apurado nos nove meses até final de setembro, a companhia cresceu perto de 16% em volume bruto de prémios de seguro e resseguro.

A Everest Re obteve 243,1 milhões de dólares de resultados líquidos no terceiro trimestre (208,6 milhões de euros), mais do que a duplicar os 104,4 milhões de dólares que lucrou em igual período de 2019, embora com o resultado operacional a descer 30%, para perto de 96 milhões de dólares (antes de impostos e excluindo elementos extraordinários), revelou a companhia que consolida atividades de seguros e resseguros nos segmentos P&C e outras especialidades nos EUA, Canadá, Europa, Singapura e Bermudas.

O incremento de aproximadamente 133%, face ao lucro líquido dos três meses terminados em setembro de 2019, reflete rendimentos na área de investimento e outros ganhos de capital, indica folha de balanço. O desempenho apresentado beneficia de um “voo para a qualidade” e reflete a “força” da companhia nos seguros e no resseguro. “Este é um mercado para subscritores,” afirma Juan Andrade, CEO, citado no comunicado.

O volume bruto de prémios emitidos na atividade de resseguros cresceu 20%, alcançando 2,1 mil milhões de dólares (cerca de 1,8 mil milhões de euros) no trimestre, com o rácio combinado a deteriorar-se para 105,4% (101,4% em setembro de 2019). Excluindo perdas com Covid-19 e catástrofes, o indicador de eficiência situou-se nos 85%. Na atividade de seguros apresentou 705 milhões de dólares de prémios brutos emitidos, em incremento de 6% face a igual trimestre do ano anterior e com rácio combinado de 94,2% (96% um ano antes), excluindo efeitos da pandemia e catástrofes.

Combinando os dois segmentos (seguro e resseguro), o Everest Re Group cresceu 16% em prémios, para 2,8 mil milhões de dólares no trimestre, suportado “pela aceleração dos preços, novas oportunidades e ampliação de carteiras nos clientes existentes”, explica a sociedade sediada em Hamilton, capital da Bermuda, um dos hubs da indústria seguradora global.

“Apesar das perdas por catástrofes que afetaram a indústria durante o trimestre, a Everest espera apresentar resultados operacionais positivos e lucro significativo para o terceiro trimestre de 2020, refletindo a força e a diversificação do nosso negócio”, antecipava Juan C. Andrade, presidente e CEO da Everest, numa nota anterior, divulgada pouco mais de uma semana antes do reporte detalhado.

Lucros caem 43% no acumulado janeiro a setembro

Para o conjunto dos nove meses (janeiro a setembro), o resultado líquido da companhia sediada nas Bermudas caiu 43%, para 450,55 milhões de dólares. Até setembro, o volume bruto de prémios (seguro e resseguro) cresceu 15,5%, totalizando 7,73 mil milhões (cerca de 6,63 mil milhões de euros ao câmbio corrente). No mesmo período, o resultado operacional deslizou 53,6%, para se situar nos 344,25 milhões de dólares.

O rácio combinado também registou evolução negativa, passando dos 93,3% em setembro de 2019, para 100,6% no termo dos primeiros nove meses de 2020.

Englobando o terceiro trimestre, desde o início de 2020 e no conjunto das carteiras de seguros e resseguros, o grupo incorreu em 435 milhões de dólares de perdas relacionadas com a covid-19, sendo 125 milhões relativos ao terceiro trimestre, refere a síntese dos resultados trimestrais. Ao montante do efeito negativo associado à pandemia, acrescem 300 milhões de perdas relacionadas com catástrofes naturais, indica a empresa confirmando a informação preliminar anteriormente divulgada.

O montante de perdas (por catástrofes) inscrito nas contas do período julho a setembro (cerca de 253 milhões de euros ao câmbio corrente antes de impostos e líquido de resseguro) resulta da soma de perdas incorridas por sinistros da destruição deixada pelos furacões Laura, Isaías e Sally, além dos incêndios florestais na Califórnia e no Oregon e da tempestade de vento Derecho, na região do Midwest (EUA), assumia a companhia na informação preliminar.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Lucro da Everest Re cresce 133% no terceiro trimestre

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião