BRANDS' ECOSEGUROS 6 cuidados a ter com a sua coleção antes de fazer um seguro

  • ECOSeguros + Innovarisk Underwriting
  • 18 Novembro 2020

É um colecionador? Rui Ferraz, diretor comercial da Innovarisk Underwriting, deixa um conjunto de conselhos que deve ter em conta antes de contratar um seguro especializado para a sua coleção.

Uma coleção é algo que passámos horas, meses ou anos a construir. Que nos custou sangue, suor e lágrimas. E dinheiro, muito dinheiro. É a expressão máxima de algo que admiramos. E, fora a nossa família, é o que mais gostamos no mundo.

Atualmente é também visto como um investimento e, como tal, deve ser seguro contra perdas ou danos.

Como em tudo, e antes de escolher um seguro adequado à sua coleção, existe um conjunto de cuidados a ter, principalmente porque muitas das peças são insubstituíveis. Se não monetariamente, são-no no seu coração.

1. Exposição a riscos graduais

Nenhum seguro lhe pagará por danos causados gradualmente às suas peças. Se estas são especialmente afetadas pela luz do sol ou pela humidade deve garantir que as mesmas não estão sujeitas de forma direta a estes fatores. Da mesma forma deve assegurar uma manutenção regular das peças, principalmente as mecânicas, e que são limpas periodicamente.

2. Listar as peças e atualizar os capitais

Liste todas as peças da sua coleção e atualize os seus valores, mesmo os daquelas peças que julga terem um valor reduzido. Ficará surpreendido com a valorização de algumas delas. É habitual desvalorizarmos alguns itens porque historicamente têm um valor baixo mas o valor depende de muitos fatores (número de peças existentes, propriedade das mesmas, material de que é feito, quem o concebeu e até o que representa) e basta um deles ter despertado o interesse de um grupo de colecionadores para um valor disparar.

Caso não saiba como fazê-lo, existem várias apps e plataformas online que o podem ajudar, assim como grupos em várias redes sociais.

3. Valor de mercado vs Valor acordado

As flutuações do valor das peças no mercado são importantes para decidir que tipo de base de indemnização deve ter no seu seguro. Por norma as seguradoras não especializadas tendem a assumir o valor de mercado das mesmas em caso de perda total. No entanto, esse valor não tem em conta fatores como o sentimental (a peça é-lhe transmitida por um familiar) ou o custo de aquisição (o tempo de procura pelo objeto, a negociação com o proprietário, o custo de transporte do mesmo).

Para um colecionador habituado ao mercado, o Valor Acordado é sempre uma melhor solução já que lhe permite saber de antemão quanto receberá em caso de sinistro total, e a seguradora dá-lhe geralmente margem para ter em conta os fatores acessórios como os acima indicados.

Rui Ferraz, diretor comercial Innovarisk Underwriting

4. Pares e conjuntos

Qualquer colecionador sabe que um conjunto completo vale sempre mais que a soma das suas partes. Caso um dos itens de um conjunto se danifique, o colecionador quererá ser ressarcido da perda de valor do conjunto por esse dano. Tenha sempre em atenção o valor dos pares e conjuntos quando estiver a valorizar a sua coleção.

5. Novas aquisições

Um colecionador está sempre de olho em novas peças para a sua coleção. Como tal, é importante que garanta que o seu seguro responde sempre que adquire uma peça nova. Está de passeio por Madrid e encontrou o vinil que procurava há anos? É importante que assim que pague tenha a certeza que o disco está coberto no percurso até sua casa. Ou mesmo que o compre online.

6. Adequação das condições do seguro

Analise bem a oferta de seguros que lhe fazem. Peça a ajuda de um mediador ou corretor de seguros se não as perceber. Tenha em atenção que o dano acidental é o principal motivo para uma perda com um item de coleção. Está coberto? Então e o transporte da sua nova aquisição até chegar a sua casa? Se houver uma perda parcial como responde a seguradora? Limita-se a pagar o restauro ou dá-lhe a opção de receber o valor total? Se optar pelo restauro pagam-lhe a perda de valor da peça restaurada?

Mais que o preço, o importante do seu seguro é se funciona ou não quando dele precisa e como precisa.

Segurar uma coleção é como segurar um ente querido: não deve ser feito com o bolso mas sim com o coração.

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