Governo está a “preparar tudo para distribuir vacina contra a Covid-19 em janeiro”, diz a ministra da Saúde

Caberá à Direção Geral de Saúde fazer a definição de população alvo e grupos comunitários para a vacina contra a Covid-19.

O Governo está a “preparar tudo para poder ter a distribuição da primeira vacina [contra a Covid-19] em janeiro”, adiantou a ministra da Saúde no podcast do PS, “Política com Palavra”. Marta Temido explicou que na estratégia de vacinação é necessário fazer a identificação das populações alvo, os grupos prioritários, bem como definir a logística, o registo informático da administração da vacina e a comunicação.

Caberá à Direção Geral de Saúde (DGS) fazer a definição de população alvo e grupos prioritários para a vacina contra a Covid-19, explicou a ministra. Ainda assim, é já possível perceber que a população alvo será “maioritariamente pessoas acima de uma certa idade, com morbilidades associadas, profissionais de saúde e de serviços essenciais e eventualmente profissionais de serviços sociais”.

Ainda assim, a “definição concreta dentro das categorias tem de ser melhor especificada e é nisso que os técnicos estão a trabalhar”. Marta Temido adiantou também que nesta terça-feira já designou uma task force para acompanhar os aspetos essenciais da estratégia de vacinação do país, que inclui a DGS.

Mais tarde, em conferência de imprensa, a ministra anunciou que este plano está a ser trabalhado pelos técnicos com “resguardo e tranquilidade” e que ele será comunicado aos portugueses “o mais tardar” no início de dezembro. “Estamos a falar de trabalho que vem de trás mas que está a ser consolidado e que precisa de ser comunicado para as pessoas perceberem aquilo que será este aspeto da vacinação e que não pode ser desinserido de uma estratégia de saúde pública”, afirmou.

A entrevista “Política com Palavra” foi transmitida em direto no Facebook do PS, sendo que a ministra respondeu também a questões do público. Uma delas perguntava se a “existência de conferências de imprensa diárias resultou num excesso de informação, e com isso uma saturação da população em relação ao tema”, Marta Temido reiterou que não tem “convicção absoluta de que não tenha havido também utilidade nessa forma de comunicação”. Já questionada sobre se mantinha a confiança em Graça Freitas, a resposta foi rápida: “absolutamente”.

No que diz respeito ao encaminhamento dos doentes Covid-19 para o setor social e privado, a ministra diz não ter dados específicos. Aponta, ainda assim, que é a região Norte que tem mais disponibilidade, sendo que o Ministério tem “insistido todos os dias com todas regiões para fazerem essa procura”.

Atualmente, estão disponíveis respostas da Fundação Fernando Pessoa no Porto, do Hospital da Trofa no Porto, da CUF Porto e da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso e Lousada, enumerou a ministra.

(Notícia atualizada às 14h49 com declarações da ministra da Saúde em conferência de imprensa)

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