Poucas seguradoras têm intenção de recrutar em 2021

  • ECO Seguros
  • 25 Novembro 2020

Companhias preveem aumentar menos o número de colaboradores do que previam em 2019 para este ano, revela estudo junto de dez seguradoras que operam em Portugal e empregam mais de 6.200 pessoas.

Em Portugal, dois terços, ou 67% das seguradoras pretende manter o número de colaboradores no ano de 2021, intenção organizacional reforçada face a 2019, quando a perspetiva de manter o número de colaboradores no ano que corre era de 56%, revelam os dados de um estudo realizado em Portugal, com informação de 10 companhias, constituindo base de análise de 6.257 postos de trabalho.

Os mesmos dois terços do universo estudado afirmam que atribuem Incentivos de Longo Prazo a alguns dos seus colaboradores, enquanto 71% das empresas concede subsídio escolar para apoio à educação dos filhos dos colaboradores.

O subsídio de creche é oferecido por 43% das empresas do setor segurador, enquanto o automóvel é um benefício atribuído em 90% das companhias a operar em Portugal.

As conclusões são do Total Compensation – Setor Segurador 2020, um estudo de regularidade anual que a consultora Mercer acaba de divulgar e que tem objetivo de aferir as tendências de políticas e práticas de compensação e benefícios no setor de seguros.

De acordo com o relatório anual, 11% das empresas do setor manifestaram a intenção de aumentar o número de colaboradores no próximo ano, contra 22% que, em 2019, indicaram a intenção de o fazer em 2020. A intenção de reduzir o número de postos de trabalho em 2021 está ao mesmo nível do que o setor perspetivava para 2020 (22%).

Neste contexto, a “intenção perspetiva de manter o mesmo número de colaboradores cresceu de 2020 para 2021”. Segundo os resultados apurados, 67% das seguradoras pretende manter o número de colaboradores no próximo ano, face aos 56% apurados para 2020.

No que diz respeito aos incrementos salariais, “os fatores que mais condicionam” o setor dos seguros “são os Resultados Individuais do colaborador (89%), Grelha Salarial (78%) e os Resultados da Empresa (67%). Fatores como Antiguidade e o Nível Funcional são as características menos influentes na atribuição do incremento salarial”.

A tendência observada na amostra revela que “a maioria das empresas pratica a revisão salarial uma vez por ano, sendo que 50% realiza no mês de abril, seguindo-se janeiro (20%) e julho (20%)”.

Marta Dias Gonçalves, Surveys Leader da Mercer, refere: “em 2020, fruto da inesperada situação de pandemia e dos seus impactos na economia, o número de empresas que manifestou a intenção de congelar os incrementos salariais não contratualizados de forma a não promover o aumento da massa salarial na sua estrutura de custos aumentou significativamente”.

Analisando a variação salarial face a 2019, “observa-se que globalmente a variação foi ligeiramente positiva, embora numa análise por grupo funcional, seja possível observar que houve um aumento mais relevante para os grupos de Quadros Superiores, Chefias Intermédias e Direção Geral e uma variação negativa para os grupos de Diretores de 1ª Linha, Comerciais e Administrativos/ Operacionais.”

Relativamente à remuneração variável, “a totalidade das empresas seguradoras refere que atribui remuneração variável em forma de Bónus Anual aos seus colaboradores. Os Incentivos de Vendas / Comissões são atribuídos em cerca de 56% das empresas inquiridas, neste caso tipicamente com uma periodicidade trimestral ou mesmo mensal”.

No que respeita aos “Incentivos de Longo Prazo, 67% afirma atribuir esta tipologia de Remuneração Variável a alguns dos seus colaboradores. Face ao Mercado Geral, o setor segurador destaca-se neste ponto, uma vez que a prevalência dos Incentivos de Longo Prazo é de apenas 29% no Mercado Geral”, detalha a mesma fonte.

No plano dos benefícios, a generalidade das companhias do setor oferece complemento de subsídio de doença, plano médico, seguros de acidentes pessoais, seguro Vida e planos de pensões.

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