Moderna pede aprovação da vacina contra Covid-19. Distribuição pode arrancar a 21 de dezembro

Farmacêutica pediu aprovação de emergência nos EUA da vacina que desenvolveu contra a Covid-19, que requer duas tomas. Garante ter capacidade para produzir 20 milhões de doses até ao final do ano.

A farmacêutica Moderna vai pedir já esta segunda-feira a aprovação de emergência nos EUA para a sua vacina experimental contra a Covid-19, noticiou o The New York Times (acesso condicionado). O resultado final dos ensaios clínicos mostrou que a eficácia da vacina é de 94,1%, em linha com os resultados preliminares.

Se a aprovação for concedida, a distribuição da vacina nos EUA pode começar a 21 de dezembro, revelou o presidente executivo da empresa, Stéphane Bancel, numa entrevista citada pelo jornal. O gestor disse ainda que a empresa está “no bom caminho” para produzir 20 milhões de doses até ao final de dezembro e cerca de 500 milhões a 1.000 milhões em 2021.

A vacina da Moderna necessita de duas tomas. As doses devem ser administradas com um mês de intervalo, pelo que 20 milhões de doses serão suficientes para 10 milhões de pessoas”, disse o gestor.

Bruxelas já anunciou um acordo com para o fornecimento de até 160 milhões de doses de vacinas, que serão distribuídas pelos vários Estados-membros da União Europeia.

Com esta pedido de aprovação, a farmacêutica Moderna torna-se o segundo fabricante de vacinas a solicitar autorização para uso de emergência, tendo em conta que a Pfizer apresentou um pedido a 20 de novembro para a aprovação da vacina que desenvolveu em conjunto com a BioNTech.

A notícia surge num momento crítico para os EUA. Só no mês de novembro registaram mais de quatro milhões de novos casos e mais de 25 mil mortes. Os casos de contágio por Covid-19 têm aumentado no território norte-americano e as autoridades de saúde já alertaram que os números podem piorar nas próximas semanas, sobretudo devido aos ajuntamentos familiares do passado dia de Ação de Graças, que se assinalou na quinta-feira.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Moderna pede aprovação da vacina contra Covid-19. Distribuição pode arrancar a 21 de dezembro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião