Alemanha confiante em solução para veto da Hungria e Polónia a orçamentos europeus

  • Lusa
  • 1 Dezembro 2020

O ministro das Finanças alemão disse estar confiante de que será encontrada uma solução para o veto da Hungria e Polónia aos orçamentos europeus.

O ministro das Finanças e vice-chanceler alemão, Olaf Scholz, disse esta terça-feira estar confiante de que será possível encontrar uma solução para o veto da Hungria e da Polónia aos orçamentos comunitários.

“Fizemos muito progresso este ano, muitos compromissos foram possíveis que ninguém esperava há anos atrás. Penso que existe a possibilidade de, no final, ultrapassarmos as dificuldades que vemos hoje”, afirmou, durante um webinar organizado pela consultora Global Counsel, fundada pelo antigo comissário Europeu Peter Mandelson.

O Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que equivale a cerca de 90% do Fundo de Recuperação para a crise da Covid-19, tem a aprovação bloqueada, juntamente com o orçamento comunitário para 2021-2027, devido ao veto da Hungria e da Polónia por se oporem a condicionar o acesso a verbas comunitárias ao respeito pelo Estado de Direito.

Em meados deste mês, a Hungria, apoiada pela Polónia, concretizou a ameaça de bloquear todo o processo de relançamento da economia europeia — assente num orçamento para 2021-2027 de 1,08 biliões de euros, associado a um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões — , por discordar dessa condicionalidade no acesso aos fundos europeus.

A Alemanha detém a presidência rotativa da UE até ao final de dezembro e está a mediar o conflito para encontrar uma solução, mas Scholz recusou que consista em remover a referência ao Estado de Direito.

“A questão é se conseguimos encontrar um caminho que nos permita continuar na direção em que estamos hoje. Como sempre, na UE há conflito mas existe a possibilidade de uma solução. Vamos ter de fazer ambos para dar uma resposta contra a crise. É difícil, mas não é irresolúvel”, garantiu Scholz.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,4 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 4.577 em Portugal.

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