Pico da segunda vaga de Covid-19 já passou. Foi atingido a 25 de novembro

Os especialistas dizem que o pico de novos casos já passou, enquanto o pico de vítimas mortais deverá ser atingido no final de dezembro.

Tal como outros países, Portugal foi atingido pela segunda vaga da pandemia. O número de casos disparou, mas os especialistas afirmam que o pico já terá passado, tendo sido atingido no final de novembro. Relativamente ao pico do número de óbitos, as estimativas apontam para o final de dezembro.

André Peralta Santos, responsável pelas estatísticas da Direção-Geral de Saúde (DGS), explicou esta quinta-feira, durante a reunião do Infarmed, que há uma boa notícia no que toca ao número de novas infeções. “Há a consolidação de um pico. Atingiu-se a incidência máxima cumulativa no dia 25 de novembro”, disse, referindo que, desde então, “há uma tendência de descida” nos novos casos.

Essa tendência tem sido percetível através dos boletins diários da DGS, incluindo no Norte, a região mais afetada pela pandemia.

Contudo, apenas de o pico de infeções já ter passado, o mesmo não acontece no que toca aos internamentos, nem à mortalidade. Esse pico ainda não aconteceu nos internamentos, embora esteja para breve, e na taxa de mortalidade “parece já estar a esboçar-se um pico”, referiu o especialista.

Na mesma reunião, André Peralta Santos notou também que a DGS não tem conhecimento de como ocorreram 77% dos casos de infeção no país. O “contexto familiar” tem um peso bastante pequeno no número total de casos.

Sobre as medidas decretadas nas últimas semanas, na sequência da declaração do estado de emergência, Baltazar Nunes, do Instituto Ricardo Jorge, referiu que estas tiveram, “claramente, efeito”, tendo havido uma “redução de mobilidade muito clara na área do retalho e lazer nos últimos dois fins de semana”. Esta tendência foi ainda mais “acentuada nos distritos com concelhos com taxas de incidência mais elevadas”.

Já no que diz respeito a projeções, Manuel do Carmo Gomes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, acredita que o pico de vítimas mortais deverá ser atingido no final de dezembro, “com alguma incerteza”, a rondar os 76 óbitos diários, em média. O especialista estima que, até final de 2020, Portugal terá acumulado cerca de 6.000 mortes com coronavírus.

Os internamentos nos cuidados intensivos, “que têm vindo a baixar”, deverão bater recordes mais cedo. Manuel do Carmo Gomes aponta para um pico nesta primeira semana de dezembro. “Ultrapassámos o pico de contágios e estamos próximos do pico de internamentos”, disse.

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