Teodora Cardoso: OE 2021 é um “péssimo orçamento” numa “longa série de maus orçamentos”

A ex-presidente do Conselho das Finanças Públicas deixa duras críticas ao OE 2021 e até aos anteriores, os quais avaliou no seu mandato. "Um mau orçamento causa grandes estragos", avisa.

Teodora Cardoso considera que o Orçamento do Estado para 2021 (OE 2021) é um “péssimo orçamento” que faz estragos “económicos” a Portugal pela “má atribuição de recursos”. A ex-presidente do Conselho das Finanças Públicas alerta que o país tem uma “dramática dependência financeira relativamente à Europa” e que nem isso o país conseguiu aproveitar, isto é, “extrair da integração todos os benefícios que ela proporciona”.

Este é, a todos os títulos, um péssimo orçamento, que se integra numa longa e quase ininterrupta série de maus orçamentos“, escreve a ex-presidente do Conselho das Finanças Públicas num artigo de opinião publicado no Jornal de Negócios. Teodora Cardoso faz uma ampla crítica ao OE e às práticas orçamentais dos Governos, criticando a “cultura política baseada em intenções e numa avaliação superficial da realidade que só a confronta quando o choque se torna evidente”.

Um mau orçamento causa grandes estragos: ignora os impactos das decisões de despesa, para além da aprovação dos potenciais eleitores; aumenta receitas apenas com vista a cobrir despesas, sem olhar ao seu impacto económico; acaba no reforço do endividamento, que pesa sobre os orçamentos futuros e conduz à dependência financeira que bem conhecemos”, afirma, argumentando que “uma economia que não cresce e se endivida não tem meios para sustentar políticas sociais eficazes“. Mais: Teodora Cardoso diz que há “práticas danosas e problemas contabilísticos” nos Orçamentos que acabam por vir à tona.

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