CDS apoia Marcelo nas presidenciais. “É o melhor para unir o país”

A direção do CDS propôs este sábado ao Conselho Nacional que o partido apoie Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais de janeiro de 2021. A proposta foi aceite pelos conselheiros.

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, propôs este sábado ao Conselho Nacional dos centristas que o partido apoie a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa a Presidente da República. Os conselheiros, que estão reunidos em formato remoto, decidirão se mantêm o apoio dado em 2016. As eleições presidenciais realizam-se a 24 de janeiro.

A proposta da direção acabou por ser aceite ao final da tarde com 82% dos conselheiros a favor do apoio do CDS a Marcelo Rebelo de Sousa. Houve 153 votos a favor, 34 contra e 28 abstenções. Apesar do resultado da eleição, a atual direção não escapou a duras críticas de oponentes internos, segundo a Lusa, com João Almeida e Adolfo Mesquita Nunes a atacar a liderança de Francisco Rodrigues dos Santos.

“Porquê Marcelo Rebelo de Sousa? É o melhor para unir, não apenas no nosso espaço político, mas para unir todo o país”, disse Francisco Rodrigues dos Santos na sua intervenção inicial da reunião dos centristas, referindo que “algumas das pessoas que agora criticam o Presidente, nem lhes passa peça cabeça que Marcelo não seja eleito”. “É a única candidatura onde o interesse nacional está claramente acima de qualquer interesse partidário“, assegura.

O líder do CDS fez um longo discurso de elogios a Marcelo, assinalando os “valores cristãos e ocidentais” do candidato que é “previsível e confiável” nas questões “fundamentais”. “É uma garantia de estabilidade”, disse Francisco Rodrigues dos Santos, referindo o caso da tragédia de Pedrogão e a proximidade com o povo, em particular os mais desfavorecidos. “Marcelo conseguiu acabar com o falso mito de que a sensibilidade social era exclusiva da esquerda“, considera.

O centrista foi ainda mais longe, já a pensar na reeleição de Marcelo, e apontou para o segundo mandato em que pode “ocorrer o declínio do ciclo do PS em Portugal”, tendo o centro-direita e a direita de construir uma “alternativa política à esquerda”. “O CDS tem todo o interesse que exista um Presidente da República com uma votação suficientemente clara que lhe permita ter a força necessária para arbitrar o sistema político, evitando a provocação artificial de eleições para benefícios eleitoral exclusivo da esquerda e eventuais tentativas de venezuelização do regime”, afirmou Rodrigues dos Santos, concluindo que Marcelo é o “político mais bem preparado para o assegurar”.

(Notícia atualizada às 10h10 doa dia 13 de dezembro com o resultado da eleição)

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