Generali, Aegon e Abarca são as que mais cresceram em tempo de Covid-19

  • ECO Seguros
  • 4 Janeiro 2021

Com uma quebra de vendas de 25% nos primeiros seis meses de pandemia, o mercado total dos seguros ainda produziu vencedoras em tempos adversos. Conheça as que se distinguiram em cada segmento.

O mercado dos seguros sofreu uma quebra global de produção de 25% durante os primeiros seis meses de pandemia de Covid-19, correspondente aos 2º e 3º trimestres deste ano, de 1 de abril e 30 de setembro, em relação a igual período de 2019. Com base em dados da ASF, entidade de supervisão nacional, verificou-se neste semestre pandémico uma descida de 47%, quase para metade, do ramo Vida, tendência que se verificava desde 2019, mas que se confirmou ao longo deste ano. As companhias mistas, que exploram simultaneamente os ramos Vida e Não Vida registaram uma baixa de 13% na sua produção enquanto os ramos Não Vida conseguiram aumentar vendas em 4%, apesar de tudo um ritmo inferior ao que estavam a registar até 16 de março, data do início do confinamento obrigatório.

Os dados foram compilados por ECOseguros com base em informação disponibilizada pela ASF, referentes a seguradoras de direito e sob supervisão portuguesa, o que não inclui as seguradoras sucursais de empresas com sede na União Europeia ou companhias a operar com base no estatuto de Livre Prestação de Serviços (LPS).

As companhias com maior sucesso durante os seis meses foram a Generali Seguros entre as companhias mistas, a Aegon Vida no ramo apenas Vida e a Abarca nos ramos Não Vida.

Em relação às 4 companhias mistas, a Generali Seguros – que no período de dados analisados obteve uma quota de mercado de 11% no mercado total – subiu vendas em 4% dada a exposição moderada ao ramo Vida, o que também sucede com a Allianz. Pelo contrário o pior desempenho comercial deu-se com a Fidelidade e Real Vida, com forte volume de carteira desse ramo.

No segmento Vida, o declínio do mercado manteve-se durante os seis meses da crise pandémica, não podendo ser atribuído à Covid-19 esse declínio, mas antes a um cenário longo de baixas taxas de juro e exigências de capital para suportar o desenvolvimento do ramo. Aegon Vida, que distribui seguros essencialmente através de uma parceria com o Banco Santander, Mapfre, Victoria e Lusitania conseguiram contrariar a tendência e subir vendas.

A Abarca, companhia especializada em seguros de caução, acabou por beneficiar dos tempos turbulentos nos negócios e, embora partindo de uma base baixa, duplicou a sua produção de prémios nos seis meses. A Multicare e a Médis, especializados em saúde, tiveram natural impulso com a crise sanitária, enquanto a Caravela mantém uma estável taxa de crescimento em torno dos 30% em relação a 2019.

Em ano atípico e apesar de comportamentos díspares face ao período especial vivido, não se se esperam grandes alterações quando forem contabilizados os resultados de final de ano. O ramo Vida continuará a penalizar as companhias que o exploram em relação a produção, mas talvez não tanto em resultados, nem com certeza em mobilização de capital necessário ao seu suporte.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Generali, Aegon e Abarca são as que mais cresceram em tempo de Covid-19

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião