CA Assurances compra 30% da italiana EF Solare

  • ECO Seguros
  • 12 Janeiro 2021

Depois de adquirir, em consórcio, parte do portefólio hidroelétrico da EDP em Portugal, a filial de seguros do grupo Crédit Agricole continua a investir em renováveis na Europa.

A CA Assurances, subsidiária de seguros do grupo Crédit Agricole e investidora institucional em ativos de energia renovável, adquiriu 30% do capital da italiana EF Solare.

Em comunicado, a CA Assurances indica que a compra teve como contraparte a F2i Sgr, sociedade italiana de fundos dedicados a infraestruturas que, por sua vez, manterá os restantes 70% da empresa de energia fotovoltaica através de um terceiro fundo.

Com ativos sob gestão estimados em mais de 300 mil milhões de euros (de clientes em balanço), a Crédit Agricole Assurances (CA Assurances) já é parceira acionista da F2i Sgr na F2i Aeroporti, sociedade holding que detém participações nos aeroportos de Malpensa, Linate, Nápoles, Turim, Bolonha e Trieste.

Com o investimento em Itália, envolvendo a filial local CA Vita, a seguradora francesa reforça a estratégia de aposta na transição energética na Europa, salientando ainda a sua contribuição para a ambição do grupo Crédit Agricole se tornar líder europeu em investimentos responsáveis até 2022.

A EF Solare começou por integrar a carteira da F2i Sgr sendo uma joint venture (50/50) com a Enel, energética italiana. Em 2018, o fundo de infraestruturas adquiriu a parte do parceiro e passou a deter a totalidade do capital. Mantendo a aposta na EF Solare, os investimentos da F2i sgr impulsionaram a renovável italiana, dos 160 megawatts (MW) de capacidade instalada inicial, para os 955 MW operacionais. Incluindo a italiana RTR e a espanhola Renovalia, entretanto adquiridas, o total eleva-se a 1.800 MW.

A empresa tem projetos em pipeline para uma meta de 2 gigawatts e ambiciona tornar-se um dos líderes europeus na energia fotovoltaica.

Aposta da CA Assurances nas renováveis estende-se a Portugal

Noutro comunicado, a CA Assurances indica que completou a operação (realizada em conjunto com a Engie e a Mirova) de aquisição de um portefólio de ativos hidroelétricos em Portugal, valorizados em 2,2 mil milhões de euros.

Na venda de seis centrais hídricas por um montante global estimado de 2,2 mi milhões de euros (incluindo passivo e ativo, licenças e posições contratuais), e cuja conclusão de transação a EDP-Energias de Portugal comunicou ao mercado em meados de dezembro de 2020, o consórcio adquirente é formado pela Engie (40%), CA Assurances (35%) e pela Mirova (grupo Natixis) com 25%.

O portefólio de centrais hídricas alienado pela EDP – e que passam a ser operadas por uma nova entidade, designada Movhera – totaliza 1.689 MW de capacidade instalada e localiza-se na bacia hidrográfica do rio Douro, sendo composto por três centrais de fio de água (Miranda, Picote e Bemposta) com 1,2 GW de capacidade instalada e outras três centrais de albufeira com bombagem (Foz Tua, Baixo Sabor e Feiticeiro) com 0,5 GW de capacidade instalada.

Após esta transação, explicou o comunicado da elétrica portuguesa, “a EDP manterá a sua posição de liderança em Portugal, com uma capacidade de geração hídrica instalada de 5,1 GW, mantendo capacidade significativa em termos de bombagem, e continuará a ser o segundo maior operador hídrico na Península Ibérica”.

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