Medidas do confinamento foram “mal e tardiamente desenhadas”. PSD exorta Governo a reduzir exceções

"Quando as exceções abundam a regra desaparece", defende o vice-presidente do PSD, criticando as medidas do Governo para o confinamento.

O PSD critica as medidas aplicadas pelo Governo neste estado de emergência, que pecam pela “oportunidade, eficácia e coerência”. David Justino acusa o Executivo de “correr atrás do prejuízo”, reiterando que as medidas de confinamento “foram mal e tardiamente desenhadas”. Defende ainda a diminuição do número de exceções ao dever de recolhimento.

“Quando as exceções abundam a regra desaparece”, defende o vice-presidente do PSD, exortando o Governo a voltar atrás no elevado número de exceções à obrigação de ficar em casa, em declarações transmitidas pelas televisões. David Justino aponta que o facto de se elencar 52 exceções dá “sinal contrário ao reforço da regra”.

O partido considera ainda que o Executivo deve “rever algumas situações com maior poder estruturante, como a maioria dos serviços públicos, o setor da educação e da administração central e local, cujo contributo direto para a produção nacional é mais reduzido”. Para além disso, o vice-presidente do PSD argumenta também que “decretar confinamento sem qualquer fiscalização é ser conivente com desobediência”.

David Justino deixa ainda críticas quanto à organização do processo eleitoral durante a pandemia. “Como a Comissão Nacional de Eleições (CNE) reconheceu, houve falhas injustificadas, deficiente organização e excesso de exposição ao contágio” no voto antecipado, reiterou o social-democrata. Para o partido, o ministro da Administração Interna dispunha das informações mas a organização foi feita “de forma amadora e desleixada, sujeitando eleitores a filas de espera”.

Desta forma, tendo em conta a ida às urnas no próximo dia 24, “é da responsabilidade do Governo assegurar que o ato decorra em completa segurança”, sem prejuízo do combate pandemia, reitera. O PSD “considera as próximas eleições da maior importância para o futuro da democracia e do país”, apelando a todos os portugueses a “participação ativa e responsável”.

(Notícia atualizada às 12h15)

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