Teletrabalho: principal desafio envolve chefias, na capacidade de gestão remota

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  • 21 Janeiro 2021

Um estudo da Aon junto de mais de 150 empresas, na maioria portuguesas, conclui que cerca de seis em cada 10 empresas inquiridas (58,67%) já implementaram política de trabalho remoto.

A adoção do teletrabalho pelas empresas supõe um conjunto de mudanças na realidade laboral e uma das alterações mais significativas “é a atribuição universal do teletrabalho a todos os colaboradores, desde que as respetivas funções o permitam, que é apontada por 67,61% das empresas inquiridas”, enquanto 17,61% apenas irão disponibilizar este tipo de trabalho “para alguns departamentos específicos” revela o estudo Teletrabalho: Tendências e Políticas em 2021, elaborado pela Aon, empresa líder mundial de serviços profissionais nas áreas do risco, reforma e saúde.

De acordo com o relatório que analisa as práticas e políticas que as empresas estão a definir ao nível do trabalho remoto para o período pós-pandemia, as organizações perspetivam o número de dias de home office a disponibilizar aos seus trabalhadores, com 34% das empresas a apontar para três dias de teletrabalho, seguidas de outras que preferem aplicar cinco dias (24%), dois dias (23%), um dia (13%), e quatro dias (6%).

Os resultados do estudo mostram “de forma clara, que os próximos anos vão representar uma evidente mudança das dinâmicas de trabalho nas empresas em todo o mundo, pautada por uma implementação cada vez mais consistente de modelos de trabalho remoto enquanto alternativa ou complemento ao trabalho presencial. Tendo em consideração esta visão, e perante a ainda incerteza sobre a evolução da pandemia, as empresas devem procurar antecipar as tendências do mercado e repensar as suas estratégias de gestão de recursos humanos, de forma a reduzir o impacto destas mudanças no seu negócio e, sobretudo, junto dos seus colaboradores”, afirma Joana Brito, HR Solutions Senior Associate da Aon em Portugal.

Nesse esforço de antecipação é importante as empresas “ouvirem os seus colaboradores”. Realizar, por exemplo, “estudos internos de auscultação torna-se crucial, sobretudo em fases de incerteza e volatilidade como a que vivemos atualmente, na medida em que nos permitem identificar de forma eficaz quais as preocupações e necessidades dos nossos colaboradores, e assim desenvolver políticas de recursos humanos mais incisivas e com resultados positivos”, complementa a especialista de Recursos Humanos.

Outra alteração que o teletrabalho traz ao modelo laboral relaciona-se com a revisão dos benefícios dados aos trabalhadores.

Segundo as empresas inquiridas (quase 60% das participantes no inquérito são empresas portuguesas), “os principais benefícios que poderão vir a ser ajustados ou adicionados são os planos de benefícios flexíveis (apontados por 49,57% das organizações participantes), a instalação de internet móvel ou em casa dos colaboradores (38,46%), seguidas da adoção de programas de apoio à saúde mental e da aquisição de mobiliário de escritório para cada trabalhador (ambas com 37,61%), sendo, a maioria destes (45,45%), atribuídos em espécie, ou seja, através de uma atribuição direta no salário de cada colaborador”, indica o estudo da Aon.

Ao nível dos principais desafios que as empresas apontam para o trabalho remoto no período pós-pandemia, “a preparação das chefias para uma gestão remota (com 63,37% a apontar este desafio), os modelos de gestão de pessoas (54,46%) e o negócio/novos desafios com novos clientes (44,55%). Neste contexto “as empresas que melhor se adaptarem, ou que melhor anteciparem essa mudança, terão, naturalmente, uma vantagem competitiva num mercado gerido cada vez mais pela volatilidade e pela incerteza”, considera Joana Brito.

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