Apenas 20% das máscaras comunitárias protegem como as cirúrgicas

  • ECO
  • 28 Janeiro 2021

As restantes 80% foram avaliadas como detentoras de uma capacidade de filtração de apenas 70%, de acordo com dados divulgados diretor-geral do CITEVE.

Depois de, noutros países da Europa, como na Alemanha e na Áustria, ter sido proibida a utilização de máscaras têxteis nos espaços públicos, a discussão chegou a Portugal. Agora, o diretor-geral do CITEVE, António Braz Costa, deu a conhecer dados que mostram como apenas 20% das máscaras comunitárias certificadas pelo centro tecnológico conferem uma proteção equivalente à oferecida pelas máscaras cirúrgicas, avançam o Jornal Negócios (acesso pago) e o Público (acesso condicionado)

Efetivamente, dos 3.600 modelos de máscaras têxteis que chegaram ao conhecimento do CITEVE, apenas essa percentagem mostrou ter a capacidade de filtrar um grau mínimo de 90% das partículas, à semelhança do que acontece com as máscaras cirúrgicas de tipo 1. Isto porque as restantes 80% das máscaras comunitárias até agora certificadas foram apenas avaliadas como de nível 3, ou seja, detentoras de uma capacidade de filtração de 70%.

A este propósito, a indústria portuguesa do têxtil e do vestuário tem vindo a defender a continuação de uma utilização das chamadas máscaras comunitárias, sustentando que têm “demonstrado serem capazes de proteger adequadamente” quem as utiliza. Por outro lado, associações do setor, como a ATP e ANIVEC, apelam a uma “avaliação científica” mais aprofundada mediante as particularidades associadas às novas estirpes do vírus, de forma a perceber se as máscaras têxteis certificadas “deixaram de ser eficazes” nestes casos.

Ainda que a Direção-Geral da Saúde (DGS) não tenha recomendado a um abandono das máscaras comunitárias em contextos de grande concentração de pessoas, promovendo uma substituição por máscaras cirúrgicas de elevado nível de proteção, o Pingo Doce já agiu nesse sentido, tendo optado por distribuir máscaras FFP2/KN95 pelos seus mais de 30 mil trabalhadores, para que estes as utilizassem no decorrer do desempenho das suas funções, avançou o Dinheiro Vivo (acesso livre).

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