BRANDS' ECO Oftalmologistas alertam para os riscos na saúde ocular em tempo de pandemia

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  • 28 Janeiro 2021

De acordo com um estudo ibérico realizado por especialistas em oftalmologia, 78% dos participantes pioraram a saúde ocular durante a pandemia. Miopia e olho seco são os principais distúrbios.

Um inquérito ibérico no qual participaram mais de cinquenta especialistas em oftalmologia de Portugal e Espanha lança importantes alertas, concluindo que descurar a saúde ocular em tempo de pandemia pode resultar em graves complicações futuras.

De acordo com as conclusões obtidas pelo inquérito, intitulado “#VisãodeFuturo: A Saúde Ocular em Tempos de Coronavírus“, os oftalmologistas avisam mesmo que negligenciar patologias graves, como a Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI), Retinopatia Diabética ou Glaucoma, pode levar à perda irreparável da visão.

O inquérito conclui que 78% dos pacientes deverão ter piorado até agora durante esta pandemia, sendo as principais causas o aumento do tempo em frente aos ecrãs e o descuido nos exames oftalmológicos de rotina.

"O uso frequente de máscaras aumenta a secura dos olhos, tal como passar muito tempo em frente aos ecrãs ou trabalhar muito intensamente com o computador, reduzindo a frequência do pestanejar.”

Prof. Doutor Manuel Monteiro

Responsável Clínica Oftalmológica das Antas no Porto

Segundo declarações do Prof. Doutor Manuel Monteiro, responsável pela Clínica Oftalmológica das Antas na cidade do Porto e um dos participantes no inquérito, “durante a pandemia a situação piorou, principalmente por causa do confinamento. O número de horas em frente aos ecrãs aumentou significativamente, agravando doenças como olho seco, astenopia, olhos vermelhos, dores de cabeça e, nos jovens, miopia.”

A maioria (60%) dos especialistas detetou que a miopia é o distúrbio mais afetado pela pandemia em menores. Já era considerada uma epidemia infantil mesmo antes da COVID-19. Mas agora a tendência de maior uso dos ecrãs e para permanecer mais tempo em casa pode fazer com que a sua frequência sofra um aumento ainda maior.

No caso dos adultos, o olho seco é o distúrbio identificado como o mais prevalecente devido aos hábitos ligados à pandemia, também com 60%. O uso frequente de máscaras aumenta a secura dos olhos, tal como passar muito tempo em frente aos ecrãs ou trabalhar muito intensamente com o computador, reduzindo a frequência do pestanejar.

“Para descansar a visão e ajudar a hidratar os olhos adequadamente, recomendamos que pestaneje e faça pausas para descanso dos olhos com frequência, pelo menos a cada hora, por 2 a 3 minutos. Além disso, mantenha uma boa posição na mesa e evite o reflexo da luz nos ecrãs”, salienta o Manuel Monteiro.

Os especialistas também recomendam trabalhar num ambiente bem iluminado e humedecido, pois a secura do ambiente causada pelo aquecimento ou ar condicionado pode agravar os distúrbios oculares.

Segundo o inquérito, o receio de infeção é a principal causa que leva ao afastamento das consultas oftalmológicas, acarretando riscos de problemas irreversíveis para a saúde ocular. Para contrariar esses receios, é importante o conhecimento de que as medidas higiénico-sanitárias estabelecidas nas clínicas oftalmológicas, como é o caso da Clínica Oftalmológica das Antas, que segue todas as normas decretadas pela Direção Geral de Saúde.

O uso da máscara é obrigatório e, ao entrar na receção, a temperatura dos pacientes é verificada e as mãos desinfetadas. Além disso, como esclarece o Prof. Doutor Manuel Monteiro: “É mantida a distância entre os pacientes tanto na sala de espera quanto entre as consultas, desinfetamos as superfícies utilizadas e protegemos a equipa clínica com touca, máscara, bata e luvas. Toda a clínica é limpa diariamente, como se fosse uma sala de cirurgia”, detalha o responsável. Por todas estas razões, é fundamental que não se adiem as consultas oftalmológicas, incluindo as de rotina.

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