BRANDS' ECO Prémio Autarquia do Ano: projetos vencedores da 1ª edição

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  • 10 Fevereiro 2021

A 1ª edição do Prémio Autarquia do Ano premiou 15 autarquias com projetos inovadores. Passado um ano, os vencedores explicam o que mudou depois de implementarem as ideias premiadas na autarquia.

Agora que decorre a 2ª edição do Prémio Autarquia do Ano, o ECO foi perceber junto de alguns dos vencedores da edição anterior o que é necessário para receber este prémio, que apenas é atribuído às autarquias que visem inovar e promover a comunidade.

Cada autarquia respondeu a três perguntas e onde puderam explicar as expectativas que tinham quando se candidataram ao Prémio Autarquia do Ano, como surgiu o projeto que lhes valeu a distinção e, ainda, o que é que mudou desde que o implementaram.

Veja abaixo as respostas da Câmara Municipal de Castelo Branco, da Câmara Municipal de Torres Vedras e, ainda, da Junta de Freguesia de Santo António, três das autarquias premiadas na 1ª edição do evento, algumas delas com mais do que um projeto distinguido.

Câmara Municipal de Castelo Branco

A Câmara Municipal de Castelo Branco recebeu quatro distinções na primeira edição do Prémio Autarquia do Ano. Foi premiada na categoria de “Desporto e Vida Saudável”, com a exploração agrícola Quinta do Chinco, e também na categoria “Economia”, no âmbito de três subcategorias – “Empreendedorismo e Startups”, “Inovação e Tecnologia” e “Internacionalização das empresas” – com o projeto InovCluster

Quais eram as expectativas quando se candidataram ao Prémio Autarquia do Ano?

“Ao concorrer ao Prémio Autarquia do Ano, esperávamos dar a conhecer o nosso trabalho. Em Castelo Branco, trabalhamos todos os dias para aumentar a qualidade de vida dos cidadãos, de forma a tornar o nosso concelho cada vez mais ideal para se viver, investir e trabalhar. Estes projetos vencedores são o reflexo do trabalho que temos vindo a desenvolver nos últimos anos, quer ao nível do desporto e sustentabilidade, quer ao nível tecnológico e empreendedor, mas também ao nível da inovação.

Ao participar no Prémio Autarquia do Ano, viemos confirmar que as decisões do município nestas áreas têm impacto positivo na vida das pessoas, seguindo a estratégia de construção de um verdadeiro ecossistema empreendedor, inovador e sustentável.”

Qual foi a origem dos projetos com os quais conquistaram esta distinção?

Entre as 21 autarquias a concurso, Castelo Branco foi o município do país que mais prémios recebeu, conquistando quatro distinções. Vencemos nas áreas de Desporto e Vida Saudável, no apoio às boas práticas de nutrição, através da Quinta do Chinco, na Economia-Empreendedorismo e Startups, pela InovCluster- Associação do Cluster Agroindustrial do Centro, na Economia – Inovação e Tecnologia, pelo ambiente e trabalho desenvolvido no próprio concelho e Internacionalização de Empresas, também pela InovCluster. São projetos que estão integrados na estratégia de Castelo Branco e que muito têm contribuído para o desenvolvimento do concelho.

"Queremos posicionar-nos como um concelho de forte intensidade tecnológica, que se destaca a nível nacional e, para isso, a InovCluster tem tido um papel fundamental”

Câmara Municipal de Castelo Branco

O que é que mudou na autarquia desde que implementaram estes projetos?

“Para nós, este prémio é o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo município ao longo dos últimos anos, ao nível económico e tecnológico. Nos últimos anos temos vindo a trabalhar pelo desenvolvimento económico do nosso concelho, assente numa estratégia integradora, com foco nas pessoas e na captação de investimento. Mais do que nunca, atravessamos um momento em que o estímulo ao empreendedorismo é fundamental. Trabalhamos também para mostrar a diversidade de oferta do concelho: da cultura à gastronomia, do desporto ao património, ou aos espaços verdes. Exemplos disso são o Barrocal e a quinta do Chinco.

Mas queremos posicionar-nos como um concelho de forte intensidade tecnológica, que se destaca a nível nacional e, para isso, a InovCluster tem tido um papel fundamental.”

Câmara Municipal de Torres Vedras

A Câmara Municipal de Torres Vedras apresentou o projeto de valorização do Castro do Zambujal, que foi premiado na categoria “Cultura e Património” e na subcategoria “Conservação do Património”.

Quais eram as expectativas quando se candidataram ao Prémio Autarquia do Ano?

“O Projeto de Valorização do Castro do Zambujal, que recebeu o Prémio Autarquia do Ano 2019/2020, na categoria Cultura e Património, subcategoria Conservação do Património, trata-se de uma intervenção muito ambicionada pela Câmara Municipal de Torres Vedras. Para a autarquia era essencial dotar aquele sítio arqueológico, que é um dos mais emblemáticos monumentos do calcolítico peninsular, de infraestruturas que permitissem a fruição pública.

A concretização desta intervenção e a possibilidade de a candidatar ao Prémio Autarquia do Ano 2019/2020 foi, para nós, um grande motivo de orgulho. O objetivo da candidatura era valorizar e dar a conhecer este povoado fortificado, cuja visita é um convite a sentir a natureza com todos os nossos sentidos.”

"O Projeto de Valorização do Castro do Zambujal, com a melhoria das condições de acesso, estacionamento, circulação interna e interpretação multisuporte e inclusiva, possibilitou a abertura do sítio arqueológico à comunidade local, a visitantes e turistas.”

Câmara Municipal de Torres Vedras

Qual foi a origem do projeto com o qual conquistaram esta distinção?

“O Castro do Zambujal, classificado como Monumento Nacional, é objeto de estudo desde 1932, cabendo à nossa geração a responsabilidade de o preservar para as gerações futuras e de transmitir ao público de hoje a importância deste povoado do 3º milénio a.C.. Em 2016, a possibilidade de candidatar o Projeto de Valorização do Castro do Zambujal ao Programa Operacional Regional Centro 2020 do Portugal 2020 veio abrir uma nova ‘janela’ para concretizar este objetivo. Tendo em conta o financiamento disponível, foi possível promover a conservação e o restauro deste monumento, assegurando condições de visitação e investigação.”

O que é que mudou na autarquia desde que implementaram este projeto?

“O Projeto de Valorização do Castro do Zambujal, com a melhoria das condições de acesso, estacionamento, circulação interna e interpretação multisuporte e inclusiva, possibilitou a abertura do sítio arqueológico à comunidade local, a visitantes e turistas.

Antes desta intervenção, o local recebia cerca de 3600 visitantes por ano, um número que tem por base o número de visitas autorizadas, acompanhadas ou guiadas por técnicos da autarquia, a que se soma uma estimativa de visitantes espontâneos. Nos primeiros 10 meses após a inauguração, de dezembro de 2018 a outubro de 2019, foram registadas 6089 visitas ao Castro do Zambujal. Um número que se divide entre grupos escolares, outros grupos e visitas individuais.

Assim, a melhoria das condições de visita contribuiu para o aumento da atratividade da região, possibilitando à comunidade local, visitantes e turistas desfrutarem de um ponto adicional de interesse cultural e patrimonial e para o acréscimo de visitantes, bem como o aumento do número de hóspedes pela integração do Castro do Zambujal em diversos itinerários e circuitos turístico-culturais.”

Junta de Freguesia de Santo António

A Junta de Freguesia de Santo António recebeu dois prémios, graças a dois projetos inovadores – o PEDIBUS e o Vassouras e Companhia. O primeiro venceu na categoria “Mobilidade” e na subcategoria “Mobilidade dos Mais Jovens”, já o segundo venceu na categoria “Apoio Social” e na subcategoria “Combate à Exclusão Social”.

Quais eram as expectativas quando se candidataram ao Prémio Autarquia do Ano?

PEDIBUS: “As expetativas eram boas, até porque é um projeto que vai contra a corrente. No nosso caso, não podíamos usar bicicletas: é preciso passar por duas colinas para chegar à escola, e de bicicleta seria muito moroso. Por essa razão, optámos por uma solução simples: andar a pé. Não se gasta dinheiro, faz bem à saúde e também é bom para a cidade.”

Vassouras e Companhia: “Sabemos que temos um bom programa de apoio na Freguesia e nada melhor do que poder divulgá-lo através de um prémio que está atento às autarquias locais. Ficamos muito contentes por receber este prémio, que não só honra e dá prestígio à freguesia, como também vem dar importância ao trabalho dos funcionários que têm vindo a dedicar-se a este projeto ao longo dos anos.”

"Com este projeto [Vassouras e Companhia] os fregueses com mais de 65 anos deixaram de estar completamente isolados no que toca a transporte para consultas, gestão de medicação, higiene pessoal e até habitacional. Passaram a estar mais apoiados.”

Junta de Freguesia de Santo António

Qual foi a origem dos projetos com os quais conquistaram esta distinção?

PEDIBUS: “Uma delas foi a questão da mobilidade, arranjarmos uma solução para que os pais não precisassem de levar as crianças à escola de carro, até porque estamos a falar de um estabelecimento de ensino no centro de Lisboa. Assim, evitamos a concentração de carros e os jovens acabam por fazer algum exercício. Com este projeto, os jovens passam, também, a conhecer melhor a sua freguesia e aprendem a andar na rua em segurança.”

Vassouras e Companhia: “Percebemos que era necessário mudar o tipo de apoio dado pelas juntas, que tínhamos de criar um apoio direto, ou seja, praticar uma política de proximidade onde vivemos a realidade dos fregueses.”

O que é que mudou na autarquia desde que implementaram estes projetos?

PEDIBUS: “Demos conta que este projeto é uma mais-valia, não só para os jovens, como também para os pais, que acabam por ter uma manhã mais descansada. Para além disso, os alunos chegam sempre a horas às aulas – algo que por vezes não acontece quando vão de carro – e acabam por se divertir pelo caminho com os amigos, uma vez que a viagem demora cerca de 30 minutos. No fundo, é um regresso aos tempos antigos, em que Lisboa se enchia de bandos de crianças a caminho das aulas.”

Vassouras e Companhia: “Passámos a ter competências na freguesia que nos permitiram fazer mais e melhor: conseguimos ir mais além. Com este projeto os fregueses com mais de 65 anos deixaram de estar completamente isolados no que toca a transporte para consultas, gestão de medicação, higiene pessoal e até habitacional. Passaram a estar mais apoiados.”

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