“Estamos muito longe de números de Covid-19 que permitam um desconfinamento em breve”, diz Mariana Vieira da Silva

Mariana Vieira da Silva nota a queda no número de novas infeções por Covid-19, mas afasta um desconfinamento em breve. Vê números ainda elevados de internamentos em UCI.

Portugal vai continuar confinado. “Ainda estamos muito longe de números que permitam desconfinar em breve”, disse a ministra de Estado e da Presidência na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros. Mariana Vieira da Silva diz que apesar da queda dos novos contágios, é preciso ver uma redução mais expressiva nos internamentos, em especial em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Os números da DGS, que têm revelado uma redução expressiva nos novos contágios por Covid-19, “mostram o sucesso das medidas” que foram adotadas pelo Governo, nomeadamente a decisão de voltar a confinar em meados de janeiro. A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou esta quinta-feira, 18 de fevereiro, 1.944 novos casos de infeção por Covid-19 em Portugal.

“Contudo, temos de chamar à atenção que esse não é o único indicador que temos de acautelar. Temos de olhar para os números de internamentos, em particular o número de internamentos em UCI e também o número de óbitos“, disse a ministra. Os dados da DGS revelam uma redução expressiva dos internamentos, que encolheram em mais de 1.000 em apenas três dias, mas os internamentos em UCI continuam elevados. Há 688 pessoas nos cuidados intensivos.

Mesmo que existam reduções no número de internamentos em UCI, ainda “estamos muito longe de números que possam permitir começarmos a pensar avançar para a concretização de um desconfinamento em breve“, atirou a Mariana Vieira da Silva. São números, diz, que ainda não são compatíveis com a criação da expectativa de um desconfinamento “para breve”.

"Sendo animador o caminho que estamos a fazer, é muito cedo para pensar que ele está perto do fim.”

Mariana Vieira da Silva

Ministra da Presidência

“Este é o momento de voltar a apelar aos portugueses que é preciso considerarmos que estamos com números elevados de internados e internados em UCI“, destacou.

Mariana Vieira da Silva diz que “sendo animador o caminho que estamos a fazer, é muito cedo para pensar que ele está perto do fim”, reforçando a ideia de que o país continuará confinado durante mais algumas semanas.

Portugal entrou em confinamento em a 15 de janeiro, tendo sido agravadas as medidas deste novo confinamento por causa do novo coronavírus a 21 de janeiro, com o fecho das escolas. Este confinamento, aprovado por 15 dias, tem vindo a ser renovado, estando o país já na terceira renovação destas medidas mais restritivas no âmbito daquele que é já o 11.º estado de emergência.

A mensagem de Mariana Vieira da Silva vem dar força às palavras da ministra da Saúde que recentemente, após uma reunião do Infarmed, tinha já apontado para um prolongamento do confinamento. O “confinamento tem que ser prolongado por mais tempo (…) provavelmente por um período que os peritos hoje estimaram em 60 dias a contar do seu início”, disse.

Temido apontou para o confinamento até meados de março, mas António Costa foi mais longe, na semana passada, falando mesmo no final de março. “Nós temos que manter o atual nível de confinamento, seguramente para os próximos 15 dias, e devemos assumir realisticamente que o teremos que manter ainda durante o mês de março”, disse o primeiro-ministro após o Conselho de Ministros em que aprovou o decreto que regulamenta o atual estado de emergência, em vigor até 1 de março.

(Notícia atualizada às 16h41 com mais informação)

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