Produção da azeitona para azeite com quebras de 25%

Depois de um ano histórico, produção da azeita para azeite caiu 25%. Ainda assim, estamos perante a sexta maior produção das últimas 80 campanhas.

Não foi um ano fácil para a produção de azeite. A campanha da azeitona para azeite deverá cair 25% face à anterior, de 2019, segundo indicam as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Com a recolha da azeitona praticamente terminada, o INE estima que a produção tenha caído 25%. Não seria difícil, uma vez que 2019 foi um ano com um máximo histórico de produção, e porque no início da campanha “o vingamento não decorreu nas melhores condições e a carga de frutos inicial foi inferior à da campanha anterior”. Ainda assim, segundo o gabinete estatístico, estamos perante a sexta maior produção das últimas 80 campanhas.

INE

Já no que diz respeito aos cereais de outono inverno, como trigo e cevada, o INE aponta que as sementeiras “foram condicionadas pelos períodos de precipitação de novembro e dezembro”. Mas, ainda assim, a área semeada deverá ser idêntica à anterior, menos no centeio (-5%). Apesar de algumas oscilações de ano para ano, o espaço ocupado por estes cereais tem vindo a diminuir desde a década de 90.

Janeiro de 2021 arrancou com temperatura muito mais fria que o habitual em Portugal (foi o quarto janeiro mais frio nos últimos 20 anos), levando os prados, pastagens e culturas forrageiras a registarem “um desenvolvimento vegetativo residual, habitual no inverno”.

Quanto às reservas hídricas, o gabinete estatístico indica que “o volume de água armazenado nas albufeiras de Portugal continental encontrava-se nos 70% da capacidade total” o que permitiu, em conjunto com as condições meteorológicas, “a realização da generalidade dos trabalhos agrícolas da época” mesmo que um ou outro percalço.

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