Nicolau Santos e Sérgio Figueiredo concorrem à administração da RTPpremium

Há 12 'duplas' candidatas à administração da RTP. Decisão será tomada pelo Conselho Geral Independente (CGI) durante o mês de março.

Terminou na terça-feira o prazo do concurso para a a apresentação de candidaturas à administração da RTP para um novo mandato de três anos. Há 12 duplas candidatas (a presidente executivo e a administrador com o pelouro dos conteúdos, como impõem de resto as regras do concurso), e Nicolau Santos e Sérgio Figueiredo são dois dos nomes que constam do processo, apurou o ECO junto de fontes que conhecem o dossiê.

O Conselho Geral Independente (CGI), a entidade que tem a competência de escolha da administração, contratou a Boyden para o 'search' e avaliação de candidatos, mas o concurso, público, estava aberto a candidaturas próprias e fora desse trabalho de campo da consultora. Destes 12 duplas, cerca de metade resultou de iniciativa própria e agora o CGI deverá escolher uma equipa até ao final do mês de março. O salário do presidente da RTP é de 5.750 euros brutos por mês, mais 40% em despesas de representação.

E quem são os candidatos? Oficialmente, ninguém faz comentários, já foi tornado público, pelo DN, que Nicolau Santos, presidente da Agência Lusa desde 2017, é um dos candidatos a presidente do conselho de administração e Hugo Figueiredo, que se recandidata, faz equipa com o gestor. Mas há uma surpresa nestas candidaturas: Ricardo Monteiro, gestor com experiência internacional (Global Chairman da Havas Worldwide), aparece também como candidato à função de presidente, em equipa com Sérgio Figueiredo, antigo diretor de informação da TVI, candidato a administrador com o pelouro dos conteúdos.

Nicolau Santos e Sérgio Figueiredo foram colegas no Diário Económico. Um diretor e outro diretor-adjunto, e quando o atual presidente da Lusa saiu para diretor do Público, foi Sérgio Figueiredo a substituí-lo. Agora, integram duas das mais fortes equipas candidatas à administração da RTP.

Em meados de janeiro, o PSD pediu uma “audição urgente” do Conselho Geral Independente (CGI) sobre o processo de escolha do novo Conselho de Administração da RTP, disse, então, à Lusa o deputado social-democrata Paulo Rios de Oliveira. Este pedido surgiu na sequência do anúncio do referido conselho de que iniciaria "em breve" a escolha dos novos gestores da RTP através de um anúncio público, o que veio a suceder.

“O CGI é soberano na forma como pode escolher o Conselho de Administração da RTP, ou seja, poderá recorrer aos instrumentos que entender recorrer, a lei não estabelece que o faça por concurso público”, disse Nuno Artur Silva, durante uma audição parlamentar no dia 20 de janeiro, na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação, no âmbito de um requerimento do PSD sobre a revisão do contrato de concessão do serviço público de rádio e de televisão.

Na sequência do pedido do PSD, o presidente do CGI, José Vieira de Andrade, admitiu no Parlamento que “a remuneração dos membros do Conselho de Administração não é especialmente atrativa no mundo empresarial português”.

Depois de escolher a dupla presidente/vogal, o CGI vai avançar com a seleção de um administrador com o pelouro financeiro, ficando ainda dependente do parecer prévio do ministro das Finanças, João Leão.

Além do presidente, integram o CGI Alberto Arons de Carvalho, Francisco Seixas da Costa, Maria Helena Costa de Carvalho e Sousa, Maria Leonor Beleza e Manuela Melo.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos