BRANDS' ECO Mas afinal, o que é isto de trabalhar em agile?

  • PESSOAS + EY
  • 1 Março 2021

Tânia Ribeiro, Senior Manager EY e Pedro Alves, Consultant EY, ambos de People Advisory Services, explicam como é que as empresas podem passar do conceito teórico de agile para a prática.

Todos os dias falamos sobre agilidade, todos queremos ser ágeis mas, afinal, o que é isto de trabalhar em agile? Nas organizações são raros os momentos em que a agilidade não é mencionada nas mais variadas conversas – desde as apresentações formais aos coffee meetings virtuais, de tempos de confinamento. Porém, o conceito não é novo, os primeiros registos da sua utilização em contexto empresarial datam da década de 90.

A agilidade surge como uma reação às tradicionais abordagens de trabalho, bastante pautadas por um âmbito fixo, fechado e muito restrito. O agile começou por questionar os princípios tradicionais, aceites desde sempre, nos diversos contextos organizacionais. São doze os princípios presentes no Manifesto Ágil, sendo o primeiro “Garantir a satisfação do cliente, através de entregas rápidas e contínuas…” e de acordo com o Project Management Institute, mais de 70% das organizações que incorporaram uma abordagem agile são 28% mais bem-sucedidas do que as empresas que continuam com a abordagem tradicional.

Estarão provavelmente a questionar-se de que forma as organizações passam do conceito teórico à prática. O Manifesto Ágil estabelece quatro valores orientadores:

  • Pessoas e interações são mais importantes do que os procedimentos e ferramentas. A relação interpessoal e a comunicação podem e devem ser grandes aliados durante todo o processo de desenvolvimento, mitigando bloqueadores e aproximando pessoas;
  • Produto a funcionar é mais importante do que ter documentação abrangente. Produtos/entregáveis em pleno funcionamento são um dos melhores indicadores de que o trabalho foi executado e alinhado com as expectativas do cliente. A prioridade são os resultados e o valor acrescentado, e não um plano bem elaborado mas que, como muitas vezes acontece, poderá nunca sair do papel, ou como se costuma dizer, da gaveta;
  • A colaboração com o cliente é mais importante do que a negociação de contratos. A palavra de ordem é colaboração, pelo que a tomada de decisão deve estar sempre de acordo com os objetivos do cliente;
  • A capacidade de responder às mudanças é mais importante do que seguir um plano. Os constantes feedbacks recebidos ao longo do projeto são um fator fundamental para ter a capacidade de conseguir dar respostas igualmente rápidas;

Estes valores não pretendem negar a importância dos procedimentos e da documentação de suporte. Ter um plano orientador é importante, não podemos é correr o risco de ficar reféns desse plano. Ao introduzir flexibilidade na gestão das prioridades em contexto de projeto, estamos melhores preparados para qualquer mudança ou disrupção que surja no caminho.

"O agile traz consigo um planeamento menos linear e mais adaptável, ciclos de trabalho menos morosos e mais curtos, menos trabalho em silos e um maior foco no coletivo.”

Uma vez confortáveis com este mindset, as equipas podem começar a desenvolver as suas formas de trabalhar com estruturas agile (Scrum framework, Kanban board ou outros). Algumas equipas definem sprints com o objetivo de gerar inovação e entregas rápidas, outras preferem gerir as tarefas diárias através de um board para garantir um maior dinamismo. Independentemente da abordagem, é importante que seja testada, desenvolvendo o próprio modelo com base na cultura organizacional, setor, tamanho da equipa e necessidades do negócio.

Agile tem tudo a ver com a entrega de valor ao cliente e à empresa. A necessidade constante de “criar valor”, leva-nos muitas vezes a tentar quantificar e definir claramente o que é esse valor. Por outras palavras, pretende-se que as equipas estejam organizadas em função dos objetivos estratégicos da empresa, objetivos esses que se vão desdobrar em projetos, atividades e tarefas pelas mais variadas equipas. O agile traz consigo um planeamento menos linear e mais adaptável, ciclos de trabalho menos morosos e mais curtos, menos trabalho em silos e um maior foco no coletivo. E na sua organização, qual é o significado de trabalhar em agile?

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