Incêndios? Estratégia é “prevenir para não ter de remediar”, diz Marcelo

Em linha com o primeiro-ministro, o Presidente da República sublinha a importância da prevenção dos incêndios. Costa avança que meios de combate vão ser reforçados, incluindo os meios aéreos.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa sublinham a importância de o país ter uma posição de prevenção, no que diz respeito aos incêndios. Depois do Conselho de Ministros com a temática das florestas, para marcar o final do primeiro mandato do Presidente da República, Marcelo avança que foram aprovados diversos diplomas com o objetivo de “não apenas combater os incêndios, mas prevenir”.

Relembrando a tragédia dos incêndios de 2017 e de longas décadas atrás, Marcelo revela que, em Conselho de Ministros foram aprovados vários diplomas para se olhar para as causas dos incêndios. “Neste CM foram aprovados vários diplomas, mas sobretudo foi debatida e apreciada a estratégia nacional que visa prevenir muito mais do que combater os fogos florestais e intervir naquilo que é decisivo para que haja ou não fogos florestais“, explica, avançado que esses diplomas estão relacionados, por exemplo, com o ordenamento do território, com a Proteção Civil e com a gestão do combate a incêndios.

“É uma estratégia de longo prazo que arrancou em 2017/18 que visa 2030 mas continua além de 2030. Porque no dia de hoje evocamos 20 anos da tragédia entre os rios e não há nada como prevenir para não ter de remediar e a matéria tratada hoje no Conselho de Ministros é de interesse nacional”, continua.

A posição de António Costa é semelhante à de Marcelo. “Se queremos ter uma floresta que ajude a enriquecer o país e a criar melhores condições de vida no interior, temos de agir nos elementos estruturais”, começa por dizer. E salienta: “este [a estratégia discutida] é um percurso que tem de seguir para lá deste Governo e do mandato do Presidente da República”.

O primeiro-ministro especifica ainda algumas das medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros: “instrumentos do ordenamento do território e da paisagem, intervenções de gestão integrada do espaço rural e o desenvolvimento das valências da Proteção Civil preventiva, da qualificação daqueles que combatem os incêndios florestais e de reforço nos meios de combate, nomeadamente os meios aéreos“.

Por fim, Costa deixa um aviso: “o tempo corre contra nós porque as alterações climáticas vão sistematicamente estar a agravar o risco de incêndio que existe no nosso país”.

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