Autoeuropa pára durante uma semana por falta de chips. Perde produção de 5.700 carros

Falta de chips obriga "a cancelar todos os turnos de produção entre os dias 22 e 28 de março". Fábrica portuguesa deixa de produzir 5.700 carros.

A Autoeuropa vai interromper a produção de automóveis já na próxima semana, entre 22 e 28 de março. A fábrica de Palmela justifica a paragem com a escassez de chips, que está a condicionar a produção automóvel em todo o mundo.

“A distribuição condicionada de semicondutores na indústria automóvel, que não tinha até ao momento provocado qualquer interrupção na atividade da fábrica de Palmela“, diz a Volkswagen Autoeuropa em comunicado. Há cerca de duas semanas, em resposta ao ECO, dizia que não estava a sentir qualquer impacto da escassez de semicondutores, mas agora está.

Sem estes chips, vai parar. A falta de semicondutores “obriga agora a cancelar todos os turnos de produção entre os dias 22 e 28 de março“, diz a empresa em comunicado. “A produção deverá ser retomada no turno da noite do dia 29 de março, às 00h00″, nota a empresa portuguesa.

“Esta paragem traduz-se na perda de cerca de 5.700 unidades”, nota a empresa, que já este ano, no final de janeiro, tinha parado a produção, dessa vez por causa da ausência de trabalhadores que tiveram de ficar com os filhos em casa devido ao encerramento das escolas por causa das medidas restritivas da Covid-19.

"[Falta de semicondutores] obriga agora a cancelar todos os turnos de produção entre os dias 22 e 28 de março.”

Autoeuropa

Com apenas 15 turnos por semana, houve uma “perda semanal de 1.200 veículos em relação ao programa de produção”, disse o diretor geral da fábrica, Miguel Sanches, ao ECO, à data. Retomou, entretanto, a produção a 100% com recurso a trabalhadores temporários que substituíram os pais que ficaram em casa a dar apoio aos filhos.

A escassez de chips a nível mundial volta, agora, a por um travão na maior exportadora portuguesa, ameaçando a produção de veículos em Portugal, com o impacto que daí advém para o PIB.

Com as restrições à circulação um pouco por todo o mundo, as fabricantes de automóveis ajustaram a produção para adequarem a oferta à fraca procura. Deixaram os fornecedores de chips em stand by, forçando-os a procurarem outros mercados. Com os consumidores em casa, para estas empresas, o consumo de bens eletrónicos acabou por ser a solução.

Agora, numa altura em que começam a surgir vislumbres de regresso à normalidade, com a vacinação de cada vez mais pessoas contra a Covid-19, a indústria automóvel começa a ligar as máquinas. Mas estão a faltar os chips para conseguirem fazer rolar os automóveis novos das linhas de montagem, sendo esta uma realidade para praticamente todas as fabricantes a nível mundial.

A Volkswagen Autoeuropa diz que “desde o último trimestre de 2020 que o Grupo Volkswagen criou uma task force com o objetivo de minimizar o impacto da escassez global de semicondutores nas suas fábricas“. Contudo, isso não impediu que a unidade portuguesa não fosse afetada, forçando a mais uma paragem.

(Notícia atualizada às 15h05 com mais informação)

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