Banco de Inglaterra mantém taxas de juro e programa de estímulos

  • Lusa
  • 18 Março 2021

O Banco de Inglaterra manteve as taxas de juro em 0,1% e o programa de flexibilização quantitativa da compra de dívida pública e privada em 895 mil milhões de libras.

O Banco de Inglaterra manteve esta quinta-feira as taxas de juro em 0,1% e o programa de flexibilização quantitativa da compra de dívida pública e privada em 895 mil milhões de libras (cerca de um bilião de euros), foi anunciado.

O Comité de Política Monetária votou unanimemente para deixar inalterado o preço do dinheiro, que caiu de 0,25% para 0,10% em 19 de março de 2020, para tentar abrandar a recessão económica face às restrições impostas para conter o vírus.

No relatório periódico, o banco central britânico observa que as perspetivas para a economia nacional continuam marcadas por uma “incerteza invulgar”, embora espere uma “forte recuperação” em 2021, à medida que o programa de vacinação avança e a sociedade desconfina.

A entidade sublinha que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido caiu 2,9% em janeiro, “menos do que o esperado”, mas ainda se mantém 10% abaixo do nível no final de 2019.

Entretanto, o desemprego está acima de 5,1% e a inflação homóloga em janeiro foi de 0,7%, muito abaixo do objetivo oficial de 2%.

O Banco de Inglaterra indica que irá seguir a “evolução da situação” e adverte que “não irá apertar a política monetária” pelo menos até que “haja provas claras de que houve progressos significativos na eliminação do excesso de capacidade na economia”.

Por outro lado, a instituição liderada por Andrew Bailey indicou anteriormente que inclui na sua “caixa de ferramentas” para lidar com a crise a possibilidade de baixar as taxas de juro para um valor negativo, embora sublinhe que isto não significa que opte por este último recurso.

De acordo com o Gabinete de Responsabilidade Orçamental (OBR), que supervisiona as finanças do Estado, o PIB crescerá 4% este ano, em comparação com uma contração de 9,9% em 2020, 7,3% em 2022, 1,7% em 2023, 1,6% em 2024 e 1,7% em 2025.

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