TAP propõe-se a comprar equipamentos à Groundforce para libertar dinheiro para pagar salários

  • ECO
  • 18 Março 2021

O Governo apresentou uma nova proposta à Groundforce, que passa pela TAP comprar material da Groundforce por sete milhões de euros e subalugar esse mesmo material à empresa.

Há uma nova proposta para tentar desbloquear dinheiro para salários da Groundforce. A TAP — maior cliente da empresa de handling e também acionista — propôs esta quinta-feira a compra de equipamentos (que passaria a alugar), permitiria a entrada de sete milhões de euros, segundo disse a comissão de trabalhadores à SIC, após uma reunião virtual com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

Em declarações à SIC, João Rosas, da comissão de trabalhadores da Groundforce, adiantou que o ministro disse esta manhã numa reunião que a nova proposta da TAP passa pela transportadora aérea comprar equipamentos da Groundforce por sete milhões de euros e subalugar esse mesmo material à empresa, o que permitiria gerar dinheiro para pagar salários.

A proposta foi enviada à Groundforce por carta. Mas tem de ser aceite pelo conselho de administração da empresa, o que poderá acontecer ainda esta quinta-feira. Apesar de o acionista TAP (que detém 49,9% do capital) estar em minoria face ao privado Alfredo Casimiro (que detém 50,1%), o CEO Paulo Leite poderá desbloquear a situação.

Após uma reunião entre a comissão de trabalhadores e a administração da Groundforce, Pedro Furet, também da comissão que representa os trabalhadores, disse em declarações à SIC que a empresa está a “avaliar” a proposta desta manhã. O CEO garantiu também que os salários em atraso serão pagos no máximo até à próxima segunda-feira.

Caso avance, esta solução temporária não invalida que avancem também outras opções que estão atualmente a ser estudadas, em especial o aumento de capital. Após a hipótese de um adiantamento de serviços por parte da TAP ter sido afastada (era pedido ao acionista privado Alfredo Casimiro que desse a sua participação como garantia, mas esta já estava penhorada), a companhia aérea propôs um aumento de capital de 7 milhões de euros. É esse o cenário que está agora a ser negociado.

Enquanto uma solução não é fechada e os salários pagos, esta quinta-feira um total de 1.500 trabalhadores da Groundforce está a manifestar-se contra a situação vivida. O protesto acontece no dia em que sindicatos e acionistas vão ao Parlamento. A partir das 14h30, estão marcadas audições, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, com quatro estruturas sindicais, a Comissão de Trabalhadores dos Serviços Portugueses de Handling, o presidente do Conselho de Administração, Alfredo Casimiro, e o presidente do do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho.

(Notícia atualizada às 14h30)

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