Austrália duplica encomenda de vacinas da Pfizer com preocupações sobre AstraZeneca

A Austrália recomendou que a vacina da AstraZeneca não fosse administrada às pessoas com menos de 50 anos. Perante mudanças no plano de vacinação, aumentou encomenda à Pfizer.

A Austrália decidiu duplicar a encomenda que tinha feito de vacinas da Pfizer contra a Covid-19, numa altura em que se levantam preocupações sobre o impacto das dúvidas que rodeiam o fármaco da AstraZeneca no processo de vacinação. Vários países já decidiram limitar o uso da vacina da AstraZeneca a certos grupos etários.

O país baseava o plano de vacinação nacional em grande parte nas vacinas da AstraZeneca, com uma encomenda de 50 milhões de doses para serem feitas internamente pela farmacêutica CSL, segundo adianta a Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês). No entanto, a Austrália decidiu restringir o uso da vacina devido à possível ligação a coágulos sanguíneos.

Com as limitações à AstraZeneca, as autoridades de saúde australianas mudaram as recomendações para dizer que quase 12 milhões de pessoas com menos de 50 anos no país deveriam tomar a vacina da Pfizer. Para fazer face a esta mudança, a Austrália reviu a encomenda que tinha feito à Pfizer para o dobro, 40 milhões de doses, que seriam entregues até o final do ano, segundo o primeiro-ministro australiano.

Quanto à decisão sobre a AstraZeneca, o secretário de Estado da Saúde, Brendan Murphy, reiterou que a mudança era “altamente preventiva”, devido às baixas taxas de possíveis efeitos adversos associados à injeção.

Estas mudanças no plano de vacinação travam as previsões de vacinar toda a população até ao final de outubro, já que não estava prevista uma encomenda da Pfizer desta dimensão. De sinalizar que a Austrália começou a vacinação mais tarde do que alguns outros países, devido ao baixo número de infeções.

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