Gestor alemão para a TAP em risco

O ministro Pedro Nuno Santos quer um gestor internacional para a TAP, mas o nome já escolhido, um alemão que foi CEO da audi Arabian Airlines, deverá ficar pelo caminho.

O Governo tinha um acordo com o gestor alemão Jaan Albrecht Binderberger para a liderança da TAP, e entraria depois de Bruxelas aprovar o plano de reestruturação, mas o antigo gestor da Saudi Arabian Airlines já não deverá assumir funções, revelou o ECO Insider — a newsletter semanal do ECO exclusiva para assinantes. O atraso na aprovação do plano de reestruturação será uma das razões que levou a este desfecho, além do pacote salarial.

  • Ler mais: “Trabalhos com Bruxelas estão a prolongar-se” e a “atrasar entrada” do novo CEO da TAP, diz Pedro Nuno Santos

Oficialmente, nem o Ministério das Infraestruturas nem a TAP fazem comentários, mas o ECO sabe que o ministro Pedro Nuno Santos continua à procura de alternativas, com a consultoria da Korn Ferry, a consultora de search que foi contratada para selecionar os candidatos à função de presidente executivo da TAP.

Neste contexto, apesar das intenções do ministro, o nome de Ramiro Sequeira ganha espaço. O gestor está em funções como presidente executivo, mas de forma interina, tem conduzido as negociações do plano de reestruturação ao lado de Miguel Frasquilho.

Recentemente, o ministro das Infraestruturas foi sintético em relação à entrada do novo gestor. “A TAP tem uma equipa de gestão que está a fazer o trabalho. No nosso objetivo esteve sempre claro que uma nova equipa de gestão não entra a meio da elaboração e negociação de um plano de reestruturação, só entra quando o plano de reestruturação estiver aprovado em Bruxelas“, respondeu Pedro Nuno Santos, numa audição parlamentar regimental no passado dia 24 de março.

Sem confirmar qualquer nome, o governante disse que o Governo estava a finalizar a contratação, que o executivo teria a sua própria equipa — mas não apenas composta por estrangeiros, sinalizando que algumas contratações poderiam ser feitas dentro do país — e que o salário seria mais baixo do que o recebido por Antonoaldo Neves.

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