Indicadores económicos melhoram. Desde abril que confiança dos consumidores não era tão elevada

O INE divulgou esta terça-feira a síntese económica de conjuntura de março e os indicadores económicos mostram, pela primeira vez desde o início da pandemia, um crescimento homólogo.

Pela primeira vez desde que a pandemia chegou a Portugal, os indicadores económicos medidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) registaram crescimentos homólogos em março, o que é explicado principalmente pelo efeito da base muito baixa do ano passado. Tanto o indicador de confiança dos consumidores como o clima económico (confiança dos empresários) subiram em março, de acordo com o destaque divulgado esta terça-feira.

“Em Portugal, a informação disponível para março revela taxas de variação homólogas positivas, após taxas negativas desde o início da pandemia”, escreve o gabinete de estatística, explicando que “esta evolução deve-se em grande medida a um efeito base, visto que, pela primeira vez, decorrido um ano, a comparação incide sobre um mês já fortemente afetado pela pandemia (março de 2020)“.

O indicador de confiança dos consumidores melhorou “significativamente” em março graças ao “abrandamento da pandemia”, atingindo o nível mais elevado em quase um ano. “Esta evolução resultou do contributo positivo de todas as componentes, sobretudo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país, bem como das expectativas relativas à evolução futura da realização de compras importantes e da situação financeira do agregado familiar e das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar”, detalha o gabinte de estatísticas.

O indicador de clima económico também melhorou — “esta evolução ocorreu num contexto de abrandamento dos efeitos sobre a saúde pública da pandemia COVID-19”, nota o INE –, mas não está em máximos de vários meses como o dos consumidores. A melhoria da confiança foi transversal aos setores da indústria transformadora, comércio e serviços, tendo estabilizado na construção e obras públicas.

Estes indicadores económicos sinalizam que a economia já iniciou a recuperação, após o impacto do segundo confinamento, em março com o arranque do plano de desconfinamento. Mas, como mostra o gráfico, será preciso esperar pelo indicador da atividade económica — que atingiu em fevereiro o valor mais baixo desde junho do ano passado — de março para ter a confirmação de que a retoma está em curso, tal como sugere o indicador diário de atividade económica (DEI) do Banco de Portugal.

Este destaque do INE também confirma a ideia de que o segundo confinamento teve um impacto menor face ao primeiro confinamento: “A informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP), disponível até fevereiro, aponta para uma diminuição homóloga menos intensa da atividade económica na indústria e para um agravamento nos serviços e na construção”.

(Notícia atualizada às 11h44 com mais informação)

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