TAP perdeu 900 trabalhadores em 2020. Poupou 258,9 milhões com pessoal

Plano de reestruturação tem como um dos pilares a redução da massa salarial. A quebra no ano passado está em linha com a meta de poupança anual prometida a Bruxelas.

Em processo de reestruturação, a TAP tem vindo a cortar custos com pessoal e, ao longo do ano passado, conseguiu poupar mais de 250 milhões de euros. Em 2020, as principais medidas foram o recurso ao lay-off e a não renovação de contratos a prazo, mas mesmo assim o quadro de efetivos perdeu 900 pessoas.

O quadro do pessoal ativo no final do período situava-se em 8.106 pessoas, menos 900 (ou 10%) do que os 9.006 trabalhadores no final de 2019, segundo revelam os resultados da empresa, publicados esta quinta-feira na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os custos com o pessoal situaram-se em 419,7 milhões de euros em 2020, o que significa uma diminuição de 258,9 milhões de euros face a 2019. Esta quebra é “resultado da menor atividade da empresa” e da “redução do quadro de trabalhadores pela não renovação de contratos a termo, da aplicação da medida de lay-off simplificado e, mais recentemente, da aplicação do regime de apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade”, explica.

As dificuldades financeiras devido às restrições impostas pelos países para controlar a pandemia de Covid-19 levaram a TAP a pedir apoio público. Recebeu, no ano passado, 1,2 mil milhões de euros, condicionados a um plano de reestruturação, que tem como um dos pilares a redução da massa salarial. A quebra no ano passado está em linha com a meta de poupança de cerca de 230 a 300 milhões de euros por ano que a TAP considera ser necessária para ser competitiva. No total do período entre 2020 e 2025 — período temporal desse plano — é apontada uma poupança de 1,4 mil milhões de euros.

Se no ano passado os cortes com custos relacionados com pessoal foram conseguidos principalmente com lay-off e fim de contratos a prazo, em 2021 já há novas medidas a serem adotadas. A TAP e os sindicatos acordaram uma série de medidas voluntárias — rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho a tempo parcial e licenças sem vencimento –, cuja adesão já levou à saída de 760 pessoas, estando prevista ainda a saída de outros 400 a 500.

Em simultâneo, há desde março também uma redução salarial que (para a generalidade dos trabalhadores) de 25% em 2021 a partir de uma garantia mínima de 1.330 euros. Para pilotos, por exemplo, é de 50%, enquanto os membros do conselho de administração recebem menos 30%. A equipa de gestão já o sentiu no salário de fevereiro e os restantes funcionários irão senti-lo no fim deste mês.

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