Data center em Sines facilita “ambição de liderar transição digital e climática”

O primeiro-ministro acredita que o novo data center em Sines vai facilitar a Portugal conseguir liderar a transição digital e climática.

Um investimento de 3,5 mil milhões de euros num centro de dados em Sines é mais um passo no objetivo que o Governo tem de estar na “liderança da transição digital e climática”. As palavras são de António Costa, que não deixou de saudar o projeto, salientando que a instalação de cabos de fibra ótica em Sines faz da cidade “um ponto de ligação privilegiada”.

“Temos capacidades e condições naturais únicas para a amarração segura de novos cabos. Tal como o Porto de Sines trouxe indústria, necessariamente os cabos de fibra ótica fazem de Sines um ponto de ligação privilegiada”, disse António Costa esta sexta-feira, durante a apresentação do Sines 4.0. O megacentro de dados global que a start campus vai instalar em Sines criará até 1.200 empregos diretos altamente qualificados e 8.000 indiretos até 2025. “Com este projeto e com Sines podemos conjugar a nossa ambição de estarmos na liderança da transição digital, mas também climática”, acrescentou.

O primeiro-ministro abordou ainda o papel que o Governo tem desempenhado neste caminho, referindo: “temos hoje uma administração que tem sabido estar na transformação para a sociedade digital”. Sublinhando que o “principal esforço” tem de ser feito “nesta década”, Costa deu como exemplo o encerramento das centrais a carvão em Sines. “A nossa segurança energética não podia continuar a assentar nos combustíveis fosseis”.

Para o futuro, o chefe do Governo adiantou que Portugal “vai deixar de produzir energia a partir de carvão”, passando a apostar no hidrogénio verde. “Sines pode ser campeão na produção de hidrogénio verde na Europa (…) porque aqui é possível ter um mega data center energeticamente sustentáveis e com a energia renovável mais barata que é possível encontrar”.

António Costa estava acompanhado pelo ministro da Economia, na cerimónia de apresentação do projeto, que referiu que a pandemia “ilustrou a capacitação e preparação das sociedades para mais rapidamente darem o salto para a tecnologia digital”. Pedro Siza Vieira também notou a “muita disponibilidade de fibra ótica” que Portugal tem, referindo, contudo, que esta “não está totalmente aproveitada”.

Nesse sentido, o ministro disse ser necessário “assegurar que os processos de licenciamento destes projetos aconteçam de forma rápida” para que outros países não os aproveitem. “É viabilizando projetos como este que conseguimos criar empregos de qualidade”, rematou.

O Sines 4.0 resulta de um investimento de 3,5 mil milhões de euros e prevê a construção de cinco edifícios com capacidade útil de fornecimento de 450 Megawatts (MW) de energia aos servidores, com 90 MW cada. Ficará localizado nos terrenos contíguos à encerrada central a carvão de Sines.

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