McKinsey: trabalho remoto é oportunidade adequada para seguradoras

  • ECO Seguros
  • 6 Maio 2021

A adoção do trabalho remoto, ou de um modelo híbrido, não prejudica eficácia e produtividade das seguradoras. Procura de competências tecnológicas vai crescer 55%.

Especialistas do McKinsey Global Institute confirmam que, num contexto pós pandemia e a longo prazo, em economias mais desenvolvidas e nos serviços financeiros (seguros), existe potencial de adoção de trabalho remoto e incremento na procura de profissionais com habilitação e competências elevadas em tecnologia digital.

A consultora global analisou mais de 2 000 tarefas associadas a 800 funções profissionais, para saber o que acontecerá aos modelos de trabalho (híbrido ou remoto) instituídos pelas empresas um pouco por todo mundo em resultado das restrições da pandemia (fecho de escritórios; confinamento; quarentenas) que obrigaram milhões de pessoas a trabalhar a partir de casa (trabalho remoto).

Após análise à forma como as organizações adaptaram milhares de tarefas de centenas de profissões em nove países, os especialistas da McKinsey concluem que é possível funcionar – com eficácia, sem perda de produtividade – três dias ou mais (por semana) em trabalho remoto, fora do escritório.

Um dos setores com maior potencial para adotar este modelo de trabalho é a indústria seguradora, sugerem os especialistas da McKinsey adiantando que, em funções de análise de informação, atividade de subscrição e tratamento das reclamações de sinistros, as seguradoras estão bem posicionadas para ter sucesso, no futuro, com a adoção efetiva do trabalho remoto em, pelo menos, um terço do horário semanal.

A oportunidade do trabalho remoto (ou em modelo híbrido) na indústria dos seguros pode aproveitar a embalagem no processo de transformação e inovação digital que, com a emergência da pandemia, acelerou e colocou à prova a agilidade das seguradoras na continuação de negócio e operacionalização de equipas que puderam assegurar, à distância, vendas de apólices e gestão de sinistros nos ramos mais comuns, sustenta a análise.

Embora certas funções da atividade seguradora se apresentem ainda complicadas de prosseguir fora do escritório, o setor dos serviços financeiros e, em especial, os seguros podem assumir a liderança na adoção de ambientes de trabalho à distância, ou mesmo a consolidação de modelos híbridos.

Isto constitui um desafio para as seguradoras fazerem progressos (investimentos) mais significativos na área digital. Neste sentido, a análise antecipa que a procura de pessoas com talento tecnológico crescerá 55% até 2030, enquanto a necessidade de competências para trabalho físico e manual diminuirá 14%.

Na área de atendimento a reclamações de sinistro, por exemplo, espera-se que 50% das tarefas associadas à função se tornem automatizadas, assume o estudo antecipando que, depois do impulso dado pela pandemia a esta área da atividade seguradora, a tendência irá manter-se.

A McKinsey reconhece que, nas reclamações mais complexas e nos sinistros que requerem peritagem presencial, o trabalho remoto e os assistentes virtuais ainda enfrentam dificuldades, que são mais acentuadas devido às especificidades e diferenças entre países e regiões.

No entanto, a consultora prevê que, não sendo o trabalho remoto por completo, pelo menos o modelo híbrido com um terço do trabalho semanal fora do escritório, é oportunidade estratégica a explorar pelas seguradoras, sem perda de eficácia e produtividade.

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