Apoios a fundo perdido às empresas ascendem a 1.588 milhões. Já superam total de 2020

Só nos primeiros quatro meses do ano, os apoios do Estado às empresas já superaram o total de 2020. É mais do dobro do orçamentado para este ano.

Ainda só passaram quatro meses o Estado já gastou mais do que em todo o ano passado em apoios a fundo perdido às empresas. De acordo com dados adiantados pelo Ministério das Finanças esta quinta-feira, a fatura já ascende a 1.588 milhões de euros entre janeiro e abril, mais do dobro do que estava orçamentado para este ano.

Entre janeiro e abril, o Programa Apoiar.pt foi a medida com mais peso nas contas do Estado: 780,9 milhões de euros, à frente do lay-off simplificado (336,7 milhões de euros), do apoio à retoma progressiva (314,9 milhões de euros) e do incentivo à normalização (155,7 milhões de euros).

“Estes apoios confirmam o compromisso do Governo de que não hesitaria em reforçar os apoios às empresas em função da evolução da pandemia”, diz o Ministério de João Leão, em comunicado.

Por outro lado, a “taxa de desemprego de 6,5% em março prova a eficácia destas medidas”, lê-se. Comparando com a crise anterior, em que esta taxa estava nos 17,5%, observa-se uma melhoria. Além disso, a taxa está “muito abaixo dos 8,3% do conjunto da Zona Euro”. “Esta manutenção da capacidade produtiva das empresas está a ser essencial para a fase de forte recuperação da economia que já se está a assistir”.

Esta quarta-feira arrancaram as candidaturas aos novos apoios públicos. As empresas que saiam do lay-off simplificado ou do apoio à retoma podem candidatar-se ao novo incentivo à normalização, enquanto as microempresas em crise poderão pedir o apoio simplificado.

(Notícia atualizada às 10h com mais informação)

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