Webinar: “Pouco se faz para digitalizar mediação de seguros”

  • ECO Seguros
  • 25 Maio 2021

Integração tecnológica entre seguradoras e mediação e uniformização da linguagem no setor são críticos para distribuidores, concluiu o webinar sobre transição digital nos Seguros. Veja aqui.

Os oradores: Leandro Fernandes, CEO da lluni, David Sarsfield, consultor de seguros, Tiago Rodrigues, Head of Digital Sales e Operational Marketing Generali/Tranquilidade e Ana Duarte, Diretora-geral da Unidade Lisboa, da corretora F.Rego.

A angariação no setor de seguros depende esmagadoramente da distribuição, nomeadamente dos agentes e corretores (mediação). Porém, embora se fale muito da digitalização de seguros, pouco se faz na digitalização da mediação, registou o mais recente webinar realizado por ECOseguros em parceria com a lluni. Veja o video no final da notícia.

O encontro virtual coordenado por Francisco Botelho Diretor de ECOseguros, contou com as participações de Ana Duarte, Diretora-geral da Unidade Lisboa, da F Rego; David Sarsfield, consultor de seguros na área IT; Tiago Rodrigues, Head of Digital Sales e Operational Marketing Generali/Tranquilidade e Leandro Fernandes, CEO da lluni.

Além da necessidade de dar resposta ao consumidor digital, a problemática da integração dos sistemas de informação e dados entre companhias de seguros e mediadores foi tema incontornável para os intervenientes. “Recebemos respostas das seguradoras, mas muito ainda depende da mão humana,” testemunhou Ana Duarte. “É um processo que ainda está a dar os primeiros passos, até que seja mais célere e mais automático,” acrescentou a Diretora-geral da corretora da F. Rego, em Lisboa.

A dificuldade e lentidão da mudança na tramitação/transferência de dados (das seguradoras) para a esfera do mediador (agentes e corretores) e vice-versa, constitui questão central nos custos (financeiros e humanos) e retiram disponibilidade aos mediadores na qualidade de serviços prestados aos clientes. A abordagem do tema supõe um “esforço conjunto” liderado pelo regulador e pelas seguradoras, para adoção de uma mesma língua na comunicação dos dados. Isso “facilitaria a adoção de tecnologia por parte dos mediadores, permitindo também novos modelos de gestão e de tratamento do cliente,” sugeriu Leandro Fernandes.

Por seu lado, Tiago Rodrigues notou a importância de disponibilizar ferramentas digitais à mediação e exemplificou com o modelo da Tranquilidade: “O digital entra em toda a cadeia de valor (…).” Sobre a necessidade de unificar linguagens em benefício do setor afirmou “é sempre bom uniformizar.” Neste sentido, a Tranquilidade “tem investido na formação (dos mediadores), capacitando-os para gerar leads e fazer vendas remotas (…)”.

Leandro Fernandes referiu também que, no conjunto das seguradoras do mercado nacional existem [apenas] “sete que facilitam tecnologia de webservice aos mediadores”, isto apenas no que concerne a dados de gestão de carteira (apólices) e desmaterialização de processos.

David Sarsfield chamou a atenção para as limitações decorrentes da dimensão do agente da distribuição, uma característica local que contrasta, por exemplo, com a realidade do mercado espanhol. Em Portugal, o mediador é pequeno, “tem muita dificuldade em ter uma plataforma própria”. Por isso, para otimizar o desempenho de agentes e corretores “deveria haver uma unificação de linguagem das seguradoras com os mediadores,” explicitou.

“Se o cliente valoriza a consulta digital, como pode o mediador facilitar isso ao cliente?” questionou Leandro Fernandes. “Fala-se muito da digitalização de seguros, mas poucas vezes na digitalização da mediação de seguros,” desferiu o CEO da lluni. As seguradoras têm de ajudar os mediadores a serem mais eficientes, defendeu. “O mediador precisa de eficiência.” O tema dos modelos de integração “está na base daquilo que tem sido a pouca digitalização na distribuição“. No geral, “eles não existem” e esta evolução “tem de acontecer.

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