Subida do preço das casas abranda para 5,2% no arranque do ano

O preço das casas subiu 5,2% no primeiro trimestre, embora o ritmo de crescimento continue a abrandar. Número de casas vendidas continua a desacelerar.

Os preços das casas voltaram a subir no primeiro trimestre, embora a um ritmo mais lento. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 5,2% entre janeiro e março, um valor que cai para os 1,6% quando comparado com o final do ano passado. Neste período, o número de casas vendidas aumentou 0,5% para um total de 6,9 mil milhões de euros.

A subida foi de 5,2% entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo trimestre do ano anterior, contudo, houve uma desaceleração no ritmo de crescimento: entre o primeiro trimestre de 2019 e o primeiro trimestre de 2020 os preços tinham subido mais de 10%. Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 1,6% (quando tinha crescido 2,1% no trimestre precedente).

Índice de Preços da Habitação, Taxa de variação homóloga, 1T2016-1T2021.Fonte: INE

Embora esta dinâmica de subida dos preços no primeiro trimestre tenha sido comum aos dois tipos de habitações, foi mais acentuada nas habitações existentes (5,4%) do que nas habitações novas (4,5%).

Vendas de casas continuam em queda

No que toca ao número de casas vendidas foi observada uma quebra. No total a nível nacional, entre o início de janeiro e o final de março, foram transacionados 43.757 imóveis. Trata-se de um aumento de 0,5% (mais 225 imóveis) face ao mesmo trimestre do ano passado e uma quebra de 12% face ao trimestre anterior (últimos três meses de 2020).

“O aumento de transações observado nos primeiros três meses do ano refletiu o crescimento expressivo observado no mês de março (27,5%), refletindo em grande medida um efeito de base devido à comparação incidir num mês já afetado pelos impactos económicos da pandemia”, diz o INE.

Do total de transações feitas no primeiro trimestre, 37.227 corresponderam a habitações existentes e 6.530 a habitações novas, o que representa um aumento de 0,6% e 0,3%, respetivamente, face a idêntico trimestre do ano anterior.

Em termos de volume, as habitações transacionadas totalizaram 6,9 mil milhões de euros, um montante que aumentou 2,5% face ao mesmo trimestre do ano anterior. Desse total, 5,6 mil milhões disseram respeito a habitações existentes, enquanto 1,3 mil milhões a habitações novas.

“Por meses, registaram-se reduções nos valores das habitações transacionadas de -8,3% e -8,5%, respetivamente, em janeiro e fevereiro, possivelmente refletindo as maiores restrições à mobilidade em consequência do agravamento da pandemia“, diz o INE.

(Notícia atualizada às 11h43 com mais informação)

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