Montepio faz leilão com ações da Groundforce e já há ofertas para comprar a empresa

Período de manifestação de interesse terminou na terça-feira, tendo sido recebidas propostas não vinculativas. Entre os interessados está o ex-CEO Paulo Neto Leite, que se uniu a um fundo português.

O Montepio contratou o Bison Bank para organizar um leilão das ações da Groundforce detidas pelo empresário Alfredo Casimiro, que estão penhoradas. O banco de investimento já recebeu propostas não vinculativas pela participação de 50,1%, apesar de continuarem a decorrer outras negociações em paralelo com o Nomura, que foi contratado pelo acionista.

O período de entrega de propostas não vinculativas pela participação de Casimiro ao Bison Bank terminou esta terça-feira, segundo apurou o ECO. Houve pelo menos uma oferta, que já era esperada: a do ex-CEO Paulo Neto Leite. O gestor disse, na semana passada, ao ECO estar a preparar a compra da empresa em conjunto com um fundo português, sem divulgar, no entanto, o valor. Foi agora dado aos interessados um prazo de uma semana para apresentarem propostas vinculativas.

Esta é uma das formas possíveis para a Groundforce ser vendida. A posição detida pela Pasogal de Alfredo Casimiro está sob três penhoras (duas no Montepio e uma no Novo Banco) e, após ter entrado em incumprimento, foi alvo de uma execução extrajudicial. Foi nesse seguimento que o Bison Bank começou a auscultar potenciais interessados, enquanto a Deloitte fazia uma avaliação do valor do negócio.

Questionado, o banco de investimento respondeu apenas que “devido ao papel do Bison Bank nesta transação, não podemos comentar o assunto, uma vez que todos os detalhes são confidenciais.”

Mas este não é o único processo em curso. O acionista e chairman da empresa de handling contratou igualmente o banco Nomura para assessorar a alienação da sua participação maioritária. Chegaram a acontecer negociações exclusivas com os espanhóis da Atitlan, mas estas acabaram por cair, dando espaço a outros interessados, como a Aviapartner, o WFS ou a Swissport.

São estes últimos, os suíços da Swissport, que estão à frente na corrida. “Decorre nesta fase o processo de due diligence, aguardando-se nos próximos dias uma decisão final“, afirmou esta quarta-feira o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), em comunicado.

Sem nomear o interessado, o mesmo foi confirmado pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, que disse estar convicto de que será possível encontrar “uma solução de longo prazo” para a Groundforce. “Sabemos que há uma negociação em curso entre o proprietário maioritário da Groundforce e uma empresa de handling privada e esperemos que essa negociação se possa concluir com sucesso para se iniciar uma nova fase da vida da Groundforce“, disse Pedro Nuno Santos.

A empresa está em dificuldades de tesouraria, tendo anunciado recentemente que os salários serão novamente pagos em tranches. O ministro reconheceu que a situação “preocupa bastante”, mas notou que não pode fazer “aquilo que não é da responsabilidade” do Estado ou da TAP. “Não ignorámos que possa ser necessário outro tipo de intervenção, mas não pode passar por Estado ter a maioria do capital da Groundforce“, acrescentou.

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