Iniciativa Liberal diz que Vítor Fernandes não tem condições para liderar Banco do Fomento

O gestor nomeado pelo Governo para liderar o Banco de Fomento não tem condições para o fazer, diz a Iniciativa Liberal, após se conhecer as ligações ao caso judicial de Luís Filipe Vieira.

A Iniciativa Liberal considera que Vítor Fernandes, o nome escolhido pelo Governo para liderar o Banco de Fomento, não tem condições para desempenhar esse cargo. Em comunicado, o partido justifica a posição com a associação ao processo Cartão Vermelho, que envolve Luís Filipe Vieira, o qual ficou proibido de contactar com o gestor no âmbito das medidas de coação definidas pelo tribunal.

Face aos desenvolvimentos das últimas semanas, a Iniciativa Liberal considera que não existem quaisquer condições para que o chairman escolhido pelo Governo para o recém-criado Banco de Fomento possa desempenhar tais funções“, afirmam os liberais em comunicado divulgado este domingo. Para o partido liderado por João Cotrim Figueiredo a ligação a Vieira “fragiliza irremediavelmente a sua posição e compromete qualquer possibilidade de continuidade”.

Além disso, a Iniciativa Liberal recorda que “Vítor Fernandes, acompanhando Armando Vara e Carlos Santos Ferreira, foi indicado pela Caixa Geral de Depósitos como Administrador do BCP no contexto da manobra de tomada de poder no Banco, operação com evidentes motivações políticas e que está, ela própria, em análise no âmbito de investigações atualmente em curso”.

Assim, perante estes indícios, o partido considera o Governo tem a “responsabilidade de agir com a urgência que a situação impõe e de assegurar que as questões que envolvem o Chairman indigitado não acabam por prejudicar gravemente a imagem e a credibilidade do próprio Banco de Fomento“. Ou seja, sugere que o Executivo deve retirar o nome de Vítor Fernandes, que está a ser (re)avaliado por parte do Banco de Portugal. Antes de ser conhecido este processo, faltava a “luz verde” da Cresap.

Vítor Fernandes foi o nome escolhido pelo ministro da Economia para liderar o novo Banco de Fomento. Após ter passado no processo de Fit & Proper do Banco de Portugal, falta ainda o parecer da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap) para a conclusão do processo de nomeação da nova equipa de gestão do Banco Português de Fomento. O processo poderá agora ser interrompido caso o Executivo decida atuar perante as críticas de, pelo menos, Bloco e IL.

No mesmo comunicado, os liberais assinalam “o papel fundamental que o Banco de Fomento vai assumir na gestão dos fundos europeus que o país irá receber nos próximos anos exige que os titulares dos seus órgãos de topo apresentem um perfil de absoluta idoneidade” e recorda que “já tinha manifestado a sua preocupação relativamente à possibilidade de o Banco de Fomento constituir um veículo para a colocação de clientelas políticas“.

“O mesmo sistema que promoveu a ocupação da Banca com o objetivo de obter favorecimento político não pode continuar a utilizar peões de idoneidade posta em causa para controlar fundos avultados em seu favor”, conclui a Iniciativa Liberal.

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