Quais os europeus que pagam mais pela luz?

Já com impostos incluídos, alemães, dinamarqueses e belgas são os campeões dos preços altos na fatura da luz. Portugal surge em oitavo lugar nesta lista, mas tem a terceira maior carga fiscal da UE.

Quando o assunto é preços da eletricidade, Portugal, por norma, não fica bem na figura: de acordo com o Eurostat, registou na segunda metade de 2020 a terceira maior carga fiscal paga pelos consumidores domésticos entre os 27 da União Europeia (UE), depois da Dinamarca e da Alemanha. Este lugar no pódio faz com que surja em 8.º lugar na lista dos países com os preços da luz mais caros na UE.

Incluindo impostos, as famílias portuguesas pagaram 2,1 cêntimos por cada kWh de eletricidade no segundo semestre de 2020, diz o gabinete de estatística da UE.

No entanto, para um consumidor doméstico europeu com um gasto anual entre 2500 kWh e 5000 kWh, os campeões dos preços altos na fatura da luz são mesmo os alemães (que pagam mais de 3 cêntimos por cada kWh), os dinamarqueses (2,8 cêntimos/kWh) e os belgas (2,7 cêntimos/kWh). O top 10 fica completo com a Irlanda, Espanha, Áustria, Itália, Portugal, Luxemburgo e França.

No extremo oposto, com os preços mais baixos, está a Bulgária (0,9 cêntimos/kWh), Hungria (1 cêntimo por kWh) e Estónia (1,2 cêntimos/kWh).

“Na Alemanha, o preço da eletricidade para os consumidores domésticos é mais do que três vezes superior ao da Bulgária”, nota o Eurostat. Já o preço médio da UE situou-se nos 2,1 cêntimos por kWh entre junho e dezembro do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Eurostat em abril de 2021 e serão atualizados em outubro.

Em termos de poder de compra das famílias, a eletricidade mais cara da UE para consumo doméstico é encontrada na República Checa, Espanha, Alemanha e Portugal. Os dados são também do Eurostat, que faz as contas à fatura da luz ajustando os preços a uma fórmula que elimina as diferenças entre os países (paridade de poder de compra).

Quanto ao peso das taxas e impostos nos preços da energia elétrica, voltam a ser os dinamarqueses (67,8%) e os alemães (mais de 50%) os mais sobrecarregados, seguidos imediatamente por Portugal, diz o Eurostat. Nos Países Baixos, a carga fiscal na fatura da luz chega a ser negativa (-0,3%), tendo em conta o reembolso dado pelo Governo. Malta e Bulgária também têm um impacto reduzido dos impostos na conta da luz. Em média, na luz, os impostos e taxas representaram 40% das faturas cobradas às famílias.

Já o IVA que incide sobre o preço da luz na UE-27 representa, em média, 15% do preço total e varia entre 4,8% em Malta e 21,3% na Hungria.

De acordo com o Eurostat, no 2.º semestre de 2020, os preços médios da eletricidade para as famílias na UE diminuíram ligeiramente face ao período homólogo, para os 21,3 euros por 100 kWh (em comparação com 21,7 euros por 100 kWh em 2019).

Os números mostram que os preços da eletricidade caíram em 14 Estados-membros da UE. As maiores reduções foram observadas nos Países Baixos (-33,8%), seguidos por Chipre (-24,1%) e Suécia (-17,2%). Em contrapartida, o maior aumento foi registado no Luxemburgo (10,3%), à frente da Polónia (9,7%) e da Eslováquia (8,8%). O custo da energia foi o principal fator para esses aumentos.

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