Já saíram 1.302 trabalhadores da TAP este ano

A TAP viu sair 1.302 trabalhadores durante este ano, o que resultou numa redução dos custos com pessoal de 8,6% no primeiro semestre.

Havia menos 1.302 trabalhadores nos quadros da TAP no final de junho, em comparação com o início do ano, de acordo com a informação enviada pela empresa ao mercado. Num período em que registou 493,1 milhões de euros de prejuízos, a transportadora aérea encolheu a sua força de trabalho em 16% para cerca de 6.800 trabalhadores, o que compara com 9.143 funcionários no início de 2020. Em breve haverá um despedimento coletivo de 82 trabalhadores.

Entre rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho a tempo parcial, licenças sem vencimento e despedimentos — e ainda transferências para a Portugália –, a TAP conseguiu reduzir em 1.302 trabalhadores a sua força de trabalho, o que permitiu uma redução de 8,6% na despesa com pessoal (salários e outros). Focando apenas no segundo trimestre, é visível um “forte decréscimo” de 30,4% dos custos com pessoal.

“Esta redução é o resultado das medidas de restruturação executadas pela empresa, nomeadamente da diminuição do quadro de colaboradores — desde 31 de dezembro de 2020 um total de 1.302 colaboradores saiu da empresa, o que representa uma redução de 16% na força de trabalho –, e da negociação dos acordos com os sindicatos através dos quais se definiram revisões salariais”, lê-se no comunicado da empresa sobre os resultados do primeiro semestre.

No dia 8 de julho, a TAP anunciou que avançou com um procedimento de despedimento coletivo envolvendo 124 trabalhadores, menos cerca de 94% do que o número inicial previsto no plano de reestruturação, o qual continua a ser analisado pela Comissão Europeia. Este despedimento coletivo, que deverá estar concluído no final de 2021, encolheu para 82 trabalhadores uma vez que houve a “adesão de 42 colaboradores às medidas de rescisão voluntária”.

Com a atividade ainda significativamente afetada pela Covid-19, a TAP registou um prejuízo de 493,1 milhões de euros na primeira metade do ano, o que se traduz numa melhoria de 88,8 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2020. Durante este período houve um aumento de capital de 463 milhões de euros por parte do Estado português.

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