Benfica não exerce direito de preferência pelas ações de Vieira até 15 de setembro

  • Joana Abrantes Gomes e Lusa
  • 13 Setembro 2021

O Benfica não avança com uma decisão devido à falta de informação sobre a identidade do potencial comprador, o(s) prazo(s) e condições de pagamento do preço e eventuais condições adicionais.

O Benfica SAD não vai exercer o direto de preferência pelas ações de Luís Filipe Vieira até ao fim do prazo, 15 de setembro, dado pelo ex-presidente do clube. Em carta enviada a Vieira, e comunicada ao mercado, o Benfica sugere falta de informação e lembra o momento eleitoral para não decidir sobre se compra ou não as ações do ex-presidente.

Em comunicado, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Benfica refere que “não foram comunicadas informações essenciais e necessárias sobre os termos e condições contratuais relevantes, designadamente, a identidade do potencial comprador, o(s) prazo(s) e condições de pagamento do preço e eventuais condições adicionais que se mostrem relevantes no contexto do negócio”.

A SAD recorda ainda que estão agendadas novas eleições para o dia 9 de outubro, na sequência da demissão dos membros da Direção em funções. Nesse sentido, refere que “qualquer eventual comunicação para exercício de direito de preferência deveria, em atenção aos superiores interesses do Sport Lisboa e Benfica, ser comunicada de forma a poder ser analisada pela nova Direção, em tempo adequado após início das suas funções”.

Segundo foi comunicado ao mercado na semana passada, o ex-presidente do Benfica já terá um acordo para a venda das ações que detém no Benfica a um preço de 7,80 euros por ação, o que representará um encaixe de 5,9 milhões de euros para Luís Filipe Vieira.

O empresário detém uma posição de 3,28% do capital da SAD, que adquiriu na Oferta Pública de Venda (OPV) do Benfica em 2001, a 5 euros cada, o que quer dizer que vai desfazer-se do capital que tem no Benfica com uma mais-valia superior a 2 milhões de euros.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no início de julho numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do Benfica e Novo Banco, e está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

O ex-presidente começou por suspender as suas funções no Benfica, mas, em 15 de julho, acabou por apresentar a sua demissão, sendo substituído pelo ex-futebolista Rui Costa, até então vice-presidente do clube e ex-administrador da SAD.

(Notícia atualizada às 21h33 com mais informação)

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